ESCOLA
DE
CANTO DE ÓRGÃO
Música praticada em forma de
Diálogo entre Discípulo, e Mestre,
dividida em quatro partes.
PARTE I.
DA
MÚSICA TEÓRICA
OU
MÉTODO DOUTRINAL,
Que prática, e teoricamente, segundo os Modernos,
explica aos principiantes os principais preceitos
da Arte.
AUTOR
O M. R. P. CAETANO
DE MELLO DE JESUS.
Sacerdote do hábito de S. Pedro,
Mestre da capela da Catedral da Bahia,
e natural do mesmo Arcebispado.
Ano de
1759.
Ao Senhor Bernardino Marques de Almeyda e Arnizau,Cavaleiro professo na Ordem de Cristo; Familiar do Santo Ofício dos da Inquisição da Corte de Lisboa; Capitão de Infantaria de auxiliar da guarnição desta Praça da Bahia; Cidadão da Ordem dos Vereadores dela; Bacharel formado, e Mestre em artes em Filosofia; Acadêmico do número, N. Secretário da Academia Brasílica dos Renascidos.
Dedicatória
PRÓLOGO AO LEITOR
ESCOLA
DE
CANTO DE ÓRGÃO
Música praticada
em forma de
DIÁLOGO
Entre Discípulo, e Mestre.
PARTE I.
da
Música Teórica.
DIÁLOGO
Preliminar, ou introdutório, no qual se mostra a estimação, que sempre teve, e deve ter a Música pela nobreza da sua origem, e excelência de suas virtudes, e por fim se propõem os principais preceitos da Arte.
Artículo I – Da origem, nobreza e estimação da Música assim para com os homens, como para com Deus
§.I – Da origem, e nobreza da Música
§. II – Continua-se a mesma matéria, e descobre-se finalmente a verdadeira origem da Música
§. III – Da estimação da Música entre os homens no Gentilismo
§. IV – Continua-se a mesma matéria
§. V – Da estimação da Música entre os homens no Cristianismo
§. VI – Da estimação, que da Música mostrou sempre fazer o mesmo Deus
§. VII – Continua-se a mesma matéria
§. VIII – Dos preceitos que de Deus temos todos para cantar, e saber cantar e continua a mesma matéria da estimação
§. IX – Deve a Música exercitar-se com virtude, e ensinar-se com sabedoria
Artículo II – Dos prodigiosos efeitos, e virtudes da Música
§. I – Da virtude, que tem a Música para deleitar, e mover os ânimos dos homens a diversos afetos
§. II – Da virtude, que tem a Música para refrear de vícios
§. III – Da virtude da Música para mover o espírito à devoção, e às coisas de Deus
§. IV – Da virtude, que tem a Música para curar diversas, e várias enfermidades
§. V – Da virtude da Música para aliviar as fadigas de todo o trabalho; e até a tem para expelir demônios dos corpos humanos
Artículo III – Da virtude, e poder, que tem a Música para mover o irracional, sensível e insensível
§. I – Da virtude, que tem a Música para mover os brutos, e as aves
§. II – Da virtude, que tem a Música para deleitar, e atrair os peixes
§. III – Da virtude, que tem a Música para mover até o irracional
§. IV – De como a malícia, e a ignorância dos homens foram a causa dos abates da Música
§. V – Em que se declara a razão, porque o canto de uns incita outros a também cantar; e porque move a Música diversos afetos em diversos homens
RESUMO DA ARTE DE CANTO DE ÓRGÃO, Vulgarmente chamada Mão, para os Principiantes.
Regra I.
Regra II.
Regra III.
Regra IV.
Regra V.
Regra VI.
Regra VII.
Regra VIII.
Regra IX.
Regra X.
Regra XI.
Regra XII.
Regra XIII.
Regra XIV.
Regra XV.
Regra XVI.
Regra XVII.
Regra XVIII.
Regra XIX.
Regra XX
Regra XXI.
ESCOLA
DE CANTO DE ÓRGÃO
Música praticada em forma
de Diálogo entre
Discípulo, e Mestre.
PARTE I.
DA
Música Teórica.
DIÁLOGO I.
DA
Música e suas espécies
Documento I – Da Música, sua definição, divisão e etimologia
Artículo I – da definição, divisão, e etimologia da Música
§. I – Define-se a Música em geral
§. II – Da etimologia do vocábulo Música
§. III – Da divisão da Música
Artículo II – Da Música Mundana
§. I – Em que se prova que são sonoros os céus
§. II – Prossegue-se a mesma matéria mostrando as proporções harmônicas, e intervalos músicos, que entre si contraem os orbes celestes
§. III – Conclui-se que é suavíssima a Música das celestes esferas
§. IV – Declaram-se as causas, porque a Música dos céus não se ouve na terra
Artículo III – Da Música Humana
§. I – Em que se dá a conhecer a Música Humana por sua definição
§. II – Mostra-se a congruência e semelhança, que entre si tem o Megacosmo e Microcosmo
§. III – Mostra-se que é o homem verdadeiramente todo Música pelas inumeráveis proporções harmônicas, que contém
§. IV – Continua-se a mesma matéria
§. Continua-se, e conclui-se a mesma matéria
Documento II – Em que especialmente se trata da Música Orgânica, ou Instrumental
Artículo I – Da definição, e divisão da Música Orgânica, ou Instrumental
§. I – Define-se a Música Orgânica, ou Instrumental
§. II – Da divisão da Música Orgânica, ou Instrumental
Artículo II – Em que se define, e divide o Canto de Órgão
§. I – Define-se em toda a sua extensão o Canto de Órgão
§. II – Duvida-se sobre a proposta definição e a sua dada explicação, com o que mais se confirma a sua bondade
§. III – Da Música Rítmica, e Métrica
§. IV – De outras definições, e divisões do Canto de Órgão
§. V – Da etimologia dos termos, Prática, Teórica, Ativa, e Inspectiva
Artículo III – Dá-se notícia da invenção de alguns instrumentos
§. I – Da invenção do Órgão, e Harpa, encordoadura, e teclado de ambos
§. II – Continua-se a notícia da invenção e encordoadura de vários outros instrumentos
§. III – Continua-se a mesma matéria
Artículo IV – Declara-se como com as mais ciências se por em arte a Música; seus diversos nomes apelativos; e como de seus professores deve com todo o cuidado ser estudada, e bem entendida
§. I – Dá-se a conhecer a causa, porque com as mais ciências se por a Música em arte
§. II – Principia a notícia dos diversos nomes apelativos, e expressivos de diversa Música; declara-se de cada um deles a sua significação, e diferença; e mostra-se primeiramente a diferença que entre si contraem os dois primeiros Música, e Canto
§. III – Dá-se a conhecer a diferença que há entre Músico, e Cantor
§. IV – Continua-se a matéria dos diversos nomes apelativos, e expressivos de diversa Música
§. V – Mostra-se que também os referidos nomes não podiam apelidar a Música antes de Moisés, e porque causa
Artículo V – Em que se estimulam uns para se entranhar nas especulações da Música, e increpam-se outros pelas desprezarem
§. I – Deve o Músico esmerar-se nas especulações, e teórica da Música ao menos pelos bens que dela lhe resultam, ou podem resultar
§. II – Acusa-se a preguiça, ou descuido, que com a arte tem alguns professores imperfeitos da Música; o desprezo, que dela fazem outros; e o arrojo de outros em julgar sem ela.
§. III – Continua-se a mesma matéria
DIÁLOGO II
Dos Signos, Deduções, Vozes, Propriedades, e Mutanças
Prefação
Documento I – Dos rudimentos da Música, e primitiva invenção dos Signos
Artículo I – Do uso, e progresso da Música até o tempo de Guido
§. I – Declara-se como Pitágoras ilustrou muito a Música, descobrindo as consonâncias, e como dele começou ela a ter certeza de fundamentos
§. II – Declara-se qual foi o instrumento de 15 cordas, que aos Gregos servia do benefício, que a nós a Mão, e sua constituição
§. III – Continua-se a mesma matéria, declarando-se por seus nomes os Tetracordos, e mostrando-se a constituição, que tiveram nas 15. cordas dos Gregos
§. IV – Declaram-se por sua significação os nomes das cordas Gregas, que na Tábua acima se contém
§. V – Declaram-se por sua significação os nomes das cordas do tetracordo acidental dos Gregos; e dá-se a razão de se numerarem as cordas Gregas umas de cima para baixo, outras de baixo para cima
Artículo II – S. Gregório Magno reformou a Música de Pitágoras, e o Papa S. Leão II a de S. Gregório
§. I – Reforma de S. Gregório
§. II – Declara-se o ministério da corda de S. Gregório, e a causa, que ele teve para a acrescentar; dá-se enfim a conhecer, que coisa é som, e Cláusula na Música
§. III – Declara-se como por S. Gregório foram reformados os ditos quatro antigos Tons dos Gregos
§. IV – Resolvem-se algumas dúvidas sobre o referido da reforma dos Tons
§. V – Continua-se a mesma matéria
§. VI – Propõem-se, e declaram-se diversos nomes genéricos, com que costumam apelidar-se os oito Tons
§. VII – O Papa S. Leão II reformou o canto de S. Gregório, multiplicando linhas, e usando de círculos negros por Figuras
Documento II – Acha Guido finalmente as vozes, com elas forma os Signos, e reforma a Música
Artículo I – Declara-se o tempo, em que Guido achou as vozes, e como com elas formou os 7 Signos
§. I – Referem-se as opiniões do tempo, em que foram achadas as vozes
§. II – Declara-se como achadas as vozes, com elas formou Guido os sete signos
§. III – Continua-se a mesma matéria com maior claridade desta Tábua
Artículo II – Resolvem-se algumas dúvidas sobre a Tábua proposta da fábrica de Guido, e definem-se os Signos
§. I – Averigua-se mais a necessidade de terem os Signos uma letra em seu princípio
§. II – Mostra-se que não devia Guido colocar as suas sílabas nem em diversas letras, nem por diverso modo, nem elas contraírem outras distâncias
§. III – Dá-se a razão de serem sete os Signos, os Tetracordos, e as Deduções; e finalmente definem-se os Signos
Artículo III – Em que se soltam algumas curiosas dúvidas sobre os Signos da Música formados como fica dito
§. I – Mostra-se que nem os Signos multiplicados deviam se mais, ou menos de vinte e um; nem os simples mais, ou menos de sete
§. II – Continua-se a mesma matéria, dando-se a conhecer como é misterioso, e significativo de infinidade o número setenário
§. III – Continua-se a mesma matéria mostrando do número setenário várias reflexões
§. IV – Dá-se a razão formal de se multiplicarem os Signos
§. V – Dá-se a razão de ser ternária a multiplicação dos sete Signos, e de assim multiplicados situarem-se na mão
Documento III – Declara-se que coisa é Dedução, quantas e de quantos modos
Artículo I – Define-se, e divide-se a Dedução, e dá-se a conhecer a causa total de ser hoje a Música infinita
§. I – Da definição e divisão da Dedução
§. II – Declara-se quantas destas Deduções temos nos nossos Signos simples, e multiplicados
§. III – Dá-se a razão de não sobejar vozes nos Signos de Guido, e de como pelas que nos nossos sobejam das Deduções, se faz a Música infinita
Artículo II – Resolvem-se algumas dúvidas sobre as Deduções
§. I – Dá-se a razão de não terem todos os Signos igual número de vozes
§. II – Declara-se que coisa é Dedução por sua etimologia; e o que se entende na Música por grave, e agudo
§. III – Declara-se a diferença, que há entre Hexacordo, e Dedução, e os mais nomes apelativos, que esta tem
Documento IV – Da Voz Humana, e seus pré requisitos
Artículo I – Em que se trata do som, matéria da voz humana
§. Único – Da definição, e divisão do som
Artículo II – Em que se declara que coisa é voz humana
§. I – Define-se a voz humana
§. II – Expõem-se os principais, e primeiros seis instrumentos, que no homem concorrem para a formação da voz, e como inadequadamente a produzem
§. III – Mostram-se várias diferenças da voz humana enquanto som, e juntamente as suas causas
§. IV – Das mudanças, e estados da voz humana
§. V – Expõem-se os quatro últimos instrumentos que concorrem para a formação da voz, dando-lhe a perfeição da voz articulada
Documento V – Em que se trata das seis vozes, ou sílabas musicais, e seu perfeito uso na Música
Artículo I – Das seis vozes da Música, e sua milagrosa invenção
§. I – Definem-se as vozes da Música, e mostra-se que a sua entoação é própria se da voz humana
§. II – Da invenção das seis vozes, ou sílabas musicais
§. III – Contende-se sobre o número das vozes, e explicam-se aos principiantes alguns textos que os confundem
§. IV – Dá-se a razão de serem as vozes da Música precisamente seis
§. V – Refuta-se a opinião de sete vozes, e confirma-se mais que não o devem ser senão seis
Artículo II – Dá-se a entender a regra do Ut, Ré, Mi para subir, Fá, Sol, Lá para descer, e dividem-se as vozes em naturais, acidentais
§. I – Como se deve entender a Regra do Ut, Ré, Mi para subir
§. II – Resolvem-se algumas dúvidas, e com elas mais se confirma a mesma doutrina
§. III – Da divisão das seis Vozes da Música
Documento VI – Em que se trata das Propriedades
Artículo I – Da definição, número, e governo das Propriedades
§. I – Declara-se que coisa é Propriedade, e porque são precisamente três as da Música
§. II – Do governo, e direito, que sobre as vozes têm as Propriedades
§. III – Explica-se a 3ª. Regra da Arte, id est, como se há de conhecer, donde nasce, e por onde se canta qualquer voz de qualquer signo
§. IV – Declara-se como sendo três as Propriedades, e todas três entre si diversas, se podem das três servir com um só senário de vozes
Artículo II – Dos assentos Locais, e demonstrativos das diferenças das Propriedades
§. I – Dá-se a razão de ser ♮-quadro Propriedade mais alta que B-mol, e Natura medial; e do assento, ou morada de cada uma
§. II – Continua-se a mesma matéria, dando-se a conhecer a contrariedade de B-mol com ♮-quadro, e a concórdia de Natura com ambas
§. III – Dos Sinais denotativos das Propriedades
§. IV – Propõem-se, e resolvem-se, se pode B-fá, ♮-mi, por ter duas letras, equivaler dois signos
Documento VII – Em que se trata das Cantorias, e Mutanças da Música, e também se delcara o Canto sem Mutanças, de que usam os Franceses
Artículo I – Declara-se que coisa é Cantoria
§. I – Define-se a Cantoria, e dá-se a razão de serem duas na Música
§. II – Continua-se a mesma matéria, e mostra-se como por meio das Cantorias se faz a Música infinita
Artículo II – Em que se declaram as Mutanças, e o uso delas na Música
§. I – Definem-se as Mutanças, e declaram-se os seus pré requisitos
§. II – Continuam-se os pré requisitos das Mutanças
§. III – Declara-se o uso das Mutanças privativamente na Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. IV – Duvida-se, e confirma-se mais o número das Mutanças, e expõem-se as da Cantoria de B-mol e Natura
Artículo III – Resolvem-se algumas dúvidas sobre as Mutanças
§. I – Dá-se a razão de se fazer a Mutança de subir em Ré, e não em Ut
§. II – Resolvem-se algumas dúvidas sobre a matéria referida, e com elas mais se clarifica
§. III – Continua-se a mesma matéria, declarando a diferença que há entre Mudança, e Permutança
§. IV – Da divisão das Mutanças
§. V – Propõem-se, e resolve-se, se basta qualquer distância, ainda de Semitono, acima de Lá, ou abaixo de Ut para nos obrigar a fazer Mudança
Artículo IV – Do uso de sete vozes, segundo os Franceses, ou do Canto Deducional, e sem Mutanças
§. I – Dos pré requisitos ao uso dos Franceses
§. II – Continua-se a mesma matéria, e declara-se o uso do Canto Deducional, e sem Mutanças
§. III – Refuta-se a 7ª. Voz do canto sem Mutanças, e o que sobre elas dizem alguns Autores
DIÁLOGO III – Das Claves, Tempos, Compasso, Figuras, e Pontinhos
Prefação
Documento I – Das Claves, se o lugar no Pentagrama, este o que seja, e o b-mol diante da Clave porque se põem em B-fá,♮, mi
Artículo I – Declara-se que coisa é Clave, que coisa Pentagrama, e porque se assinam as Claves em linhas, e signos determinados
§. I – Da definição, e número das Claves
§. II – Da figuração das Claves
§. III – Do Pentagrama, e sua definição
§. IV – Dá-se a razão de se assinarem as Claves em linhas determinadamente, e signos determinados.
Artículo II – Confirma-se a doutrina referida de se assinarem as Claves nos signos sobreditos, e serem precisamente três
§. I – Dá-se a razão de não se poder assinar a Clave de F-fá, ut no 3º. se não no 1º F. fá-ut; nem a de g-sol, ré, ut no 1º. se não no 3º. g-sol, ré, ut
§. 2 – Em que se ventila, se devemos cantar por duas Claves juntamente em um mesmo pentagrama; se bastam na Música duas, se só uma Clave, ou se necessariamente hão de ser três
§. III – Mostra-se que não podiam na Música ser as Claves mais de três; e dá-se a razão de ter sempre o Tenor, e o Contralto uma mesma Clave, porto que em diversa linha
§. IV – Continuam-se as razões de se assinarem as Claves determinadamente nos Signos, que aponta a Arte, e não em outros
Artículo III – Da colocação das Claves nas linhas do pautado, e ligar do b-mol diante delas
§. I – Da correspondência, ordem, e regra, com que se devem colocar as claves nos pentagramas das partes
§. II – Reflete-se sobre a proposta Tábua, e com estas reflexões mais se clarifica
§. III – Clarifica-se mais a proposta doutrina com a resolução de algumas dúvidas
§. IV – Dá-se a entender a transportação do Canto pela Clave de F-fá, ut na 3ª. linha
§. V – Dá-se a razão de só no Signo de B-fá-♮-mi se dar a conhecer a Cantoria, pondo-se, ou não, b-mol diante da Clave
Documento II – Do Canto Figural, ou Figuras da Música
Artículo I – Do Canto Figural, ou Figuras da Música
§. I – Que coisa seja, e como se define o Canto Figural
§. II – Que coisa seja Nota, ou Figura na Música
§. III – Teve a Música diverso uso, e número de Figuras em diversos tempos
§. IV – Continua-se a mesma matéria
§. V – Da divisão das Figuras
§. VI – Das Pausas, ou Figuras impróprias, correspondentes às Notas
Artículo II – Da invenção, e mais circunstâncias das Figuras modernas da Música
§. I – Da invenção, número, e forma das Figuras, de que ao presente usamos
§. II – Da definição particular, e ofício de cada uma das oito Figuras
§. III – Continua-se a mesma matéria
Artículo III – Da perfeição, e imperfeição, alteração e ligadura das Figuras
§. I – Declara-se em que consiste, e como se conhece a perfeição, e imperfeição das Figuras
§. II – Continua-se a mesma matéria, declarando o que se entende por Figura maior, e menor, e quantas Figuras perfeitas pode haver juntamente em uma mesma ocasião, e estado de Cantoria
§. III – Dá-se a razão de só poderem ser perfeitas, e alterar, quatro Figuras; quais, e que coisa é na Música alteração
§. IV – Declara-se que coisa é Ligadura, de quantos modos, e em que Figuras se faz
§. V – Continua-se a mesma matéria
Documento III – Em que se declara o Canto Mensural, ou se dá a saber que coisa é Compasso
Artículo I – Propõem-se a invenção, e definição do Compasso
§. I – Da invenção do Compasso
§. II – Da denominação, e etimologia do Compasso, e nomes seus expressivos
§. III – Da definição do Compasso
§. IV – Clarifica-se mais esta doutrina com a resolução de algumas dúvidas
Artículo II – Da divisão de COmpasso em Binário, e Ternário
§. I – Que coisa seja, e em que essencialmente consista o compasso Binário, e o Ternário
§. II – Clarifica-se mais esta doutrina com a resolução de algumas dúvidas
§. III – Expõem-se o moderno uso do COmpasso, e advertências, que com ele deve ter quem o faz, e com ele rege o Coro
§. IV – Expõem-se as advertências, que com o Compasso de quem rege devem ter os instrumentistas, e cantores, que com ele são regidos
Documento IV – Dos Modos, Tempo, Prolação, e números, ternário, e binário diante do Tempo
Artículo I – Declara-se que coisa é Modo, Tempo, e Prolação, e as diversas figurações, que lhes deram os Antigos
§. I – Da definição, e origem dos Modos, Tempo e Prolação
§. II – Continua-se a mesma matéria
§. III – Dá-se a conhecer a perfeição de umas Figuras, e a imperfeição de outras por Modo, Tempo e Prolação
§. IV – Dá-se a razão de triplicarem as Figuras e seu valor pela Prolação, e continua-se a notícia de outros novos sinais indicativos de valor
§. V – Continua-se a mesma matéria
§. VI – Continua-se a mesma matéria, e com especialidade a dos sinais do Tempo
§. VII – Continua-se, e clarifica-se mais esta matéria com a resolução de algumas dúvidas
Artículo II – Em que se declara a última reforma dos Modos, e Tempos, e o que dela nos ficou em uso até o dia de hoje
§. I – Reformam-se ultimamente os Modos
§. II – Impugna-se a reforma dos Modos imperfeitos, e mostra-se que não pode o número 3 colocar-se diante de Tempo, onde não for perfeita alguma Figura
§. III – Continua-se a mesma matéria mostrando que também o número 2 não pode ter lugar diante de Tempo, onde não há Figura perfeita
§. IV – Continua-se a mesma matéria, mostrando quando, e como podem diante do Tempo imperfeito colocar-se os ditos números
§. V – Trata-se particularmente da Prolação
§. VI – Trata-se das condições das Figuras perfeitas, e causas opostas à sua perfeição, e do caminho se declara que coisa é síncopa
§. VII – Declara-se a precisão vírgula, e o que finalmente de tudo referido temos hoje em uso
Documento V – Do canto mensural, ou valias das Figuras em qualquer dos Modos, Tempo e Prolação
Artículo I – Declara-se o valor das Figuras em ambos os Modos, maior, e menor
§. I – Das valias das Figuras no Modo maior
§. II – Declara-se o valor, e forma das Pausas no Modo maior
§. III – Das valias das Figuras no Modo menor
§. IV – Mostra-se o valor das Pausas no Modo menor
Artículo II – Declara-se o valor das Figuras em qualquer sinal de Tempo
§. I – Das valias das Figuras, e Pausas no Tempo perfeito
§. II – Das valias das Figuras, e Pausas no Tempo imperfeito
§. III – Das valias das Figuras nos Tempos de permeio
§. IV – Propõem-se dos Tempos de permeio o moderno uso
Artículo III – Mostra-se o efeito da Prolação em qualquer sinal de tempo
§. I – Da prolação dentro dos Tempos perfeito, e imperfeito
§. II – Das valias das Figuras nos Tempos, perfeito, e imperfeito de permeio com Prolação dentro
§. III – Das valias das Figuras no Modo maior com Prolação
§. IV – Declaram-se as valias das Figuras no Modo menor com Prolação, e que não podem os Modos ter precisão vírgula
§. V – Mostram-se diversos usos da Prolação, donde emanou a Tripla, ou Prolação menor, que serviu de exemplo para a invenção das mais
Documento VI – Das Figuras negras em Tempo binário, Hemiola, e números binário, e ternário nas Figuras, e dentro do pentagrama
Artículo I – Do valor, e medição das Figuras por natureza brancas, quando se fazem negras em Tempo binário, e juntamente das Hemiolas
§. I – Declaram-se em uma opinião o valor e medição das Figuras brancas, quando se fazem negras
§. II – Impugna-se a doutrina referida com os fundamentos de outra opinião, que é a que seguimos
§. III – Declara-se por sua etimologia que coisa é na Música a Hemíola
§. IV – Declara-se de quantos modos é na Música a Hemíola
Artículo II – Propõem-se, e resolve-se várias dúvidas, que sobre a doutrina das Hemíolas podem ocorrer
§. I – Dá-se a razão de só se dar Hemíola maior nos Tempos de permeio, e a menor nos não cortados; e de não terem nela lugar os pontinhos, exceto o de aumento; e finalmente se declara que coisa é cantar de Hemíola, ou de 3 contra 2
§. II – Dá-se a razão, porque denotaram os Antigos positivamente com a cor negra a Hemíola, ou Sesquialtera, e a qualidade de Compasso, com que há de medir
§. III – Mostra-se donde procede o poderem ser brancas, e negras todas as Figuras
§. IV – Continua-se a mesma matéria, e mostra-se como se há de usar das Figuras meio brancas, e meio negras
§. V – Da Sesquialtera denotada com os números 3 e 6 sobre as Figuras
§. VI – Em que se trata dos números 3 e 2 entre as Figuras no meio do pautado, ou pentagrama
Documento VII – Em que se trata dos seis Pontinhos que temos na Música
§. I – Do pontinho de aumentação, e seu ministério na Música
§. II – Do pontinho de perfeição, e seu ministério na Música
§. III – Do pontinho de redução, seu uso, e ministério na Música, e em que difere do de Perfeição
§. IV – Declara-se da 9ª. Regra da Arte como as Figuras maiores que a perfeita, sendo brancas, perdem uma só parte do ternário por Figura, ou Pausa menor diante
§. V – Continua-se a mesma matéria
§. VI – Declara-se da mesma regra 9ª. da Arte o dizer que as Figuras negras maiores que a perfeita perdem tantas partes, quantas Figuras continham em si perfeitas
§. VII – Declara-se o pontinho de Divisão, e seu uso na Música; e como em seu lugar introduziram depois os Modernos a divisão de nota negra
§. VIII – Do pontinho de alteração, e seu uso na Música; e dá-se a razão de se não usar já hoje
§. IX – Continua-se a mesma matéria
§. X – Resumem-se finalmente os pontinhos a menor número
DIÁLOGO IV
Dos Gêneros, Divisões, Transportes dos Diapasões, e uso das Claves acidentais
Prefação
Documento I – Dos Gêneros em comum, e em particular, assim antigos, como modernos
Artículo I – Da definição, divisão, etimologia, procedimento, e uso dos Gêneros segundo os Antigos
§. I – Dos Gêneros definidos em comum, e da sua 1ª. divisão
§. II – Da divisão, definição, e procedimento particular do antigo gênero Diatônico em cada uma das suas espécies
§. III – Da etimologia do gênero Diatônico
§. IV – Da definição, divisão, etimologia, e procedimento particular do gênero cromático antigo em cada uma de suas espécies
§. V – Da definição, divisão, etimologia, e procedimento particular do gênero enarmônico em cada uma de suas espécies segundo os Antigos
Artículo II – Declara-se com exemplos o procedimento particular de cada um dos três gêneros segundo o uso moderno
§. I – Do procedimento particular do Gênero Diatônico, segundo os Modernos
§. II – Continua-se a mesma matéria
§. III – Do procedimento particular do gênero cromático duro segundo os Modernos
§. IV – Continua-se a mesma matéria
§. V – Do procedimento particular do gênero cromático molle segundo os Modernos
§. VI – Continua-se a mesma matéria
§. VII – Do procedimento particular do gênero enarmônico segundo os Modernos, dividindo os semitons do cromático duro
§. VIII – Continua-se a mesma matéria
§. IX – Do procedimento particular do gênero enarmônico, dividindo os semitons do cromático mole segundo os Modernos
§. X – Continua-se a mesma matéria
§. XI – Declara-se o que destes três Gêneros XXX hoje na Música, em como de todos três se ordena XXX
Documento II – Das Conjuntas, ou Divisões, que se fazem por virtude do Sustenido, ou b-mol, que aqui se explicam juntamente com o ♮-quadro
Artículo I – Dos três primeiros sinais da Música, Sustenido, B-mol, e ♮-quadro
§. I – Declara-se por sua definição, etimologia o Sustenido, XXX ou Lema
§. II – Da definição, e etimologia do B-mol
§. III – Do efeito particular do B-mol, Sustenido, e em que vozes o XXX
§. IV – Da definição, etimologia, e uso do ♮-quadro na Música
Artículo II – Das Conjuntas, ou Divisões
§. I – Declara-se que coisa é Conjunta, ou Divisão, como, e de quantos modos é na Música; e de caminho se mostra a semelhança, que com a Oitava tem o Tom
§. II – Declara-se como se fazem as Divisões, ou Conjuntas
§. III – Declara-se quantas Divisões, ou Conjuntas há de Mi, e de Fá dentro de cada Diapasão
§. IV – Resolvem-se várias dúvidas sobre a matéria das Divisões
§. V – Continua-se a mesma matéria
Documento III – Dos Transportes do Diapasão por causa das Divisões
Artículo I – Dos Transportes em comum
§. I – Declara-se quantos Transportes há em cada Diapasão, e como por b-mol, ou sustenido se podem assinar sete diante da Clave
§. II – Define-se o Transporte, e dá-se a conhecer a diferença, que há entre Transporte, e Conjunta
§. III – Descobre-se a causa das Divisões Transportes do Diapasão natural, que são duas, uma branda, e outra dura no seu 1º. Transporte
§. IV – Acha-se já o 1º. Transporte duro, e brando na divisão do Diapasão natural
§. V – Continua-se a mesma matéria com a resolução de algumas dúvidas
§. VI – Mostra-se como os Signos transportados a diversas letras XXX o mesmo seu número de vozes XXX denominação que XXX
Artículo II – Dos Transportes em particular, assim duros, como brandos, que procedem do Diapasão natural, e do modo de proceder de cada um
§. I – Declara-se como de cada um dos dois Transportes do Diapasão natural procedem outros, que se descobrem dividindo os diapasões transportados
§. II – Da nova denominação, que recebem os Signos pelo 2º. Transporte brando, e duro
§. III – Divide-se o Diapasão do 2º. Transporte duro, e mole, e acha-se o 3º. com nova denominação dos Signos, e situação dos mesmos, e das Propriedades
§. IV – Divide-se o Diapasão do 3º. Transporte duro, e brando, e acha-se o 4º. com nova denominação dos Signos, e situação dos mesmos, e das Propriedades
§. V – Divide-se o Diapasão do 4º. Transporte duro, e brando, e acha-se o 5º. com nova denominação dos Signos, e situação dos mesmos, e das Propriedades
§. VI – Divide-se o Diapasão do 5º. Transporte duro, e brando, e acha-se o 6º. com nova denominação dos Signos, e situação dos mesmos, e das Propriedades
§. VII – Divide-se o Diapasão do 6º. Transporte duro e brando, e acha-se o 7º. com a mesma denominação dos Signos, ms com diversa situação sua, e das Propriedades
§. VIII – Mostra-se que assim como nos Diapasões dos Transportes brandos, na forma explicada, se podem denominar, e cantar os Signos segundo a Cantoria de B-mol e Natura, por supor sempre por B-fá o último Transporte brando; assim com diferente denominação se podem cantar segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. IX – Mostra-se que assim como nos Diapasões de Transportes duros na forma acima explicada se podem ordenar, e denominar os Signos segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura; assim se podem com novas denominações ordenar, e cantar segundo a Cantoria de B-mol e Natura
Artículo III – Resolvem-se curiosa, e necessariamente algumas dúvidas sobre os Transportes assim brandos, como duros acima referidos
§. I – Impugna-se, e defende-se a 3ª. Divisão de Fá do Diapasão do 1º., 2º. e 3º. Transporte brando, e a 5ª. de Mi do 1º. e 2º. duro
§. II – Continua-se a mesma matéria
§. III – Impugna-se, e defende-se a 3ª. Divisão de Fá do Diapasão do 4º., 5º. e 6º. Transporte brando, e a 5ª. de Mi do 3º., 4º., 5º. e 6º. Transporte duro
§. IV – Continua-se a mesma matéria
§. V – Impugnam-se as Divisões dos Diapasões transportados, ao menos por saltar-se nelas um signo, e defende-se que não
§. VI – Continua-se a mesma matéria
§. VII – Propõem-se, e explica-se o Relógio canoro, que compreendendo o dia da musical harmonia, dá a conhecer até os minutos da sua perfeita inteligência
Documento IV – Do uso das Claves acidentais, assim duras, como brandas conforme qualquer das duas Cantorias
Artículo I – Do uso das Claves acidentais duras, segundo a Cantoria de ♮-quadro Natura
§. I – Declara-se a ordem, com que se devem colocar os sustenidos, e os b-moes diante da clave; e se dividem estes em particulares, e gerais
§. II – Continua-se a mesma matéria dando a razão de nunca se exercitar a quantidade de b-mol senão com Fá, e a de sustenido não se exercitar sempre com Mi; e além disto declarando como se há de conhecer pelo decurso de Cantoria, quando são, ou não são Transportes os b-moes, e sustenidos, que ao princípio dela (como tais) não vierem figurados diante da Clave
§. III – Propõem-se, e resolvem-se algumas dúvidas sobre a figuração dos Transportes duros, e brandos diante da Clave
§. IV – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com um só sustenido, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. V – Declara-se o modo de cantar por qualquer clave com dois sustenidos segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. VI – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com três sustenidos segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. VII – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com quatro sustenidos segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. VIII – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com cinco Sustenidos, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. IX – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave de seis e sete Sustenidos, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
Artículo II – Das Claves acidentais brandas, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. I – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com um só b-mol, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. II – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com dois b-moes, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. III – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com três b-moes, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. IV – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com quatro b-moes, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. V – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com cinco b-moes, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
§. VI – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com seis e sete b-moes, segundo a Cantoria de ♮-quadro e Natura
Artículo III – Das Claves acidentais brandas, segundo a Cantoria de B-mol, e Natura
§. I – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com dois b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. II – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com três b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. III – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com quatro b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. IV – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com cinco b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. V – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com seis b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. VI – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com sete b-moes, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
Artículo IV – Das claves acidentais duras, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. I – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com um só sustenido segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. II – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com dois sustenidos, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. III – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com três sustenidos, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. IV – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com quatro sustenidos, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. V – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com cinco sustenidos, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. VI – Declara-se o modo de cantar por qualquer Clave com seis, e sete sustenidos, segundo a Cantoria de B-mol e Natura
§. VII – Recompila-se a doutrina das Claves acidentais, e se mostra compendiada nas seguintes duas Tábuas
Artículo V – Do uso dos mais Sinais da Música do 1º. por diante
§. I – Explica-se o 4º., 5º., 6º. e 7º. sinal da Música
§. II – Declara-se o uso do 8º., 9º., 10º., 11º. e 12º. sinal da Música
§. III – Declara-se o uso do 13º., 14º., 15º. e 16º. sinal da Música
INDEX
Das
Coisas mais notáveis, que se contém nesta 1ª. parte
Letra A até L
Letra L até Z