{"id":544,"date":"2025-04-22T09:25:05","date_gmt":"2025-04-22T12:25:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/?page_id=544"},"modified":"2025-04-22T09:32:17","modified_gmt":"2025-04-22T12:32:17","slug":"escola-de-canto-de-orgao-parte-i-dialogo-preliminar-articulo-ii","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/projetos-em-andamento\/escola-de-canto-de-orgao-parte-i-dialogo-preliminar-articulo-ii\/","title":{"rendered":"Escola de Canto de \u00d3rg\u00e3o &#8211; Parte I &#8211; Di\u00e1logo Preliminar &#8211; Art\u00edculo II"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Art\u00edculo II.<br>Dos prodigiosos efeitos, e virtudes da M\u00fasica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. S\u00e3o t\u00e3o portentosos os efeitos, que a poderosa virtude da M\u00fasica tem produzido, e pode produzir, se dela usarem os homens, como devem; que com raz\u00e3o a veneravam por coisa sagrada os antigos Fil\u00f3sofos, e principalmente os Pitag\u00f3ricos, cuja doutrina ensinava que com ela fora composto, e fabricado o mundo <sup><a href=\"#footnote_1_544\" id=\"identifier_1_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ceron. tom. 1. lib. 1. cap. 56; Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 3\">1<\/a><\/sup>: e que a nossa alma, porque com a mesma raz\u00e3o fora formada, com as harmonias, e concentos M\u00fasicos desperta, e quase aviva as suas virtudes. Philippe Beroaldo <sup><a href=\"#footnote_2_544\" id=\"identifier_2_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Beroald. Orat. in Horat.\">2<\/a><\/sup> em uma Ora\u00e7\u00e3o, que faz sobre Hor\u00e1cio, compreende quase o mesmo, e \u00e9 tamb\u00e9m ele dos que fazem a M\u00fasica nascida do c\u00e9u: e esta sua celeste natureza se manifesta nos seus efeitos, e principalmente em um, que ele aponta, dizendo que \u00e9 t\u00e3o deleit\u00e1vel, que n\u00e3o h\u00e1 vivente, que da sua do\u00e7ura se n\u00e3o deixe prender, cativar, e vencer: Musica adeo delectabilis est, ut ejus dulcedine concta viventiae capiantur, cujus origo caelestis memoratur, ipsiusque ratione mundum esse compositum Pythagorici ad scripserunt. E porque na raz\u00e3o de vivente sujeita a M\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 o racional, prendendo aos homens os \u00e2nimos; mas tamb\u00e9m o irracional, suspendendo dos brutos os sentidos, como disse Cassaneo <sup><a href=\"#footnote_3_544\" id=\"identifier_3_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cassan. in Catal. Glor. Mund. part. 10. coniid. 51.\">3<\/a><\/sup>: Musica disciplina non solum homines, verum etiam bruta animalia demulcet: de uns e outros trataremos, divididos em duas classes. E para o fazermos com [p. 22] o acerto, e boa ordem, que devemos, come\u00e7aremos pela do racional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u00a7. I<br>Da virtude, que tem a M\u00fasica para<br>deleitar, e mover os \u00e2nimos<br>dos homens a diversos afetos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. \u00c9 t\u00e3o natural \u00e0 M\u00fasica o efeito de deleitar, que com raz\u00e3o em abono seu se diz <sup><a href=\"#footnote_4_544\" id=\"identifier_4_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Apud Lorent. Porq. de la Mus. lib. a. cap. 3\">4<\/a><\/sup> que todo o homem naturalmente com ela se deleita: Homo naturaliter delectatur symphonia, et metro. A experi\u00eancia assim o mostra: e \u00e9 tanto assim, que Plutarco <sup><a href=\"#footnote_5_544\" id=\"identifier_5_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plutarch. Proaem. Mus.\">5<\/a><\/sup> se n\u00e3o capacita que haja homem t\u00e3o r\u00fastico, e t\u00e3o insensato, que com o deleit\u00e1vel canto da M\u00fasica se n\u00e3o mova: Neminem autem puto tam stupidum, tam plumbeum, qui cantu non moveatur. Cassiodoro <sup><a href=\"#footnote_6_544\" id=\"identifier_6_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cassiod. lib. 2. ep. 40.\">6<\/a><\/sup>, encarecendo este natural efeito da M\u00fasica, chegou a dizer que as cordas dos instrumentos se chamam assim, pela efic\u00e1cia, que tem de mover os cora\u00e7\u00f5es, que tamb\u00e9m no Latim se chamam Corda: Chorda dicitur, eo quod corda moveat. A mesma deriva\u00e7\u00e3o lhe deu S Isidoro <sup><a href=\"#footnote_7_544\" id=\"identifier_7_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Isidor. lib. 2 Orig. cap. 21.\">7<\/a><\/sup>, quando disse: Chorda a corde derivat; quia sicut pulsus est cordis in pectore, ita pulsus chordae in cithara. S\u00f3 perderam esta efic\u00e1cia as cordas dos instrumentos, quando sendo de tripas de carneiro, se puser entre elas alguma de tripa de Lobo; porque ent\u00e3o diz Alciato <sup><a href=\"#footnote_8_544\" id=\"identifier_8_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Alciat. Embl. ult. Sorap. na Medicin. Espa&ntilde;ol. refran 14. Compend. Mus. renat. Cartes. pag. mihi 5.\">8<\/a><\/sup> que n\u00e3o h\u00e3o de soar, por mais que as toquem; pois dura ao carneiro at\u00e9 depois da morte o medo, que do Lobo em vida teve: Post mortem formidolosi. Por isso em muitas partes, ou cidades da Gr\u00e9cia, quando queriam dar leis, as promulgavam ao som de M\u00fasicos instrumentos; porque do natural, e estreito v\u00ednculo, que com o homem tem a M\u00fasica, confiavam que com maior firmeza, e vontade seriam recebidas <sup><a href=\"#footnote_9_544\" id=\"identifier_9_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Theatr. vitae human.\">9<\/a><\/sup>: Philosophi suas Leges ad numerum decantari volebant, ut cum vocis dulcedine tenacius, et libertius in animis hominum reciperentur.<br>\u00c9 t\u00e3o poderosa a M\u00fasica para mover os \u00e2nimos dos homens, que com insens\u00edvel for\u00e7a em breve instante, pelas diversas inclina\u00e7\u00f5es, a que se levam, se chegam a ver Pr\u00f3teos de diversas formas. Sa\u00eda a ser testemunha desta verdade o grande Alexandre, e confesse que p\u00f4de nele a M\u00fasica dominar, e vencer aquele invicto \u00e2nimo, que nunca armas contr\u00e1rias tiveram for\u00e7a para contrastar. J\u00e1 n\u00e3o cantava, nem tocava com tanta frequ\u00eancia os instrumentos, a que desde menino fora muito inclinado o invicto Pr\u00edncipe, depois que o seu severo Pedagogo uma vez (al\u00e9m de outras) vendo que por eles se esquecia das obriga\u00e7\u00f5es, e cuidados de Rei, o repreendeu, dizendo que a sua Real m\u00e3o fora talhada para o cetro, e n\u00e3o para o plectro <sup><a href=\"#footnote_10_544\" id=\"identifier_10_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"AElian. lib. 3. Histor. Sabel. lib. 10. cap. 8.\">10<\/a><\/sup>: Non ad plectrum, sed ad sceptrum. Mas nem por isso perdeu a inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00fasica, e o especial amor, que teve sempre a Tim\u00f3teo Mil\u00e9sio, seu grande M\u00fasico, e t\u00e3o insigne, que n\u00e3o falta quem diga que ele foi o que descobriu o g\u00eanero Crom\u00e1tico, e que escreveu de M\u00fasica dezessete Livros: mas sempre \u00e9 certo que na Harpa, ou Viola foi t\u00e3o excelente, que n\u00e3o ficou atr\u00e1s do celebrado Orfeu.<br>Por isso se servia sempre Alexandre da fiel companhia de Tim\u00f3teo, ainda na campanha; onde vendo-o um dia Tim\u00f3teo entre os seus \u00c1ulicos sobre o triste, e sonolento, para o despertar, armou de repente na Viola uma batalha. Feriu a prima com trinados em forma de p\u00edfaro, ou clarim; e batendo o bord\u00e3o \u00e0 maneira de tambor, Largou a suavidade de sua Ang\u00e9lica voz, e entoou uma Letra, que dizia: Guerra, guerra Alexandre, Alexandre guerra. Mudou logo o valoroso Pr\u00edncipe o semblante, e abrasado de improviso nos inc\u00eandios [p. 23] de Marte, desembainhou a espada, e mandou com furor b\u00e9lico tocar as caixas, e pegar nas armas. Aqui Tim\u00e9teo come\u00e7o com som mais brando a tocar a retirada: e cantando com voz mais maviosa, lhe dizia: Paz, Alexandre, paz; ao teu furor j\u00e1 todo o mundo cedeu. Apagou-se de improviso em Alexandre a chama; pois j\u00e1 com vulto sereno, inclinado ao perd\u00e3o, depunha as armas. Continuou Tim\u00f3teo em mais brandura, fazendo com os primores da arte acabar a voz em del\u00edquios amorosos: e aquele que primeiro de assanhado Le\u00e3o se fez cordeiro, veio ao som da Viola de Tim\u00f3teo a cair desmaiado, como amante enternecido <sup><a href=\"#footnote_11_544\" id=\"identifier_11_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plutarch. in vita.\">11<\/a><\/sup>.<br>Lilio Gregoriano, referido por Alexandre Tasson <sup><a href=\"#footnote_12_544\" id=\"identifier_12_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Lil. Gregor. apud Tason. Pensamen. divers. lib. 10\">12<\/a><\/sup> diz que lera (talvez em Alberto Krantzio <sup><a href=\"#footnote_13_544\" id=\"identifier_13_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Albert. Krantz. lib. 5. Daniae. cap. 3\">13<\/a><\/sup>, ou em outro de v\u00e1rios, que o referem) semelhante caso de outro insigne M\u00fasico. Era este citharedo t\u00e3o excelente, e tinha no cantar, e tanger tais acidentes, que eleva os \u00e2nimos, e se jactava de alienar dos sentidos aos que o ouviam, senhoreando-lhes os afetos para fazer dos tristes alegres, dos alegres tristes, dos mansos irados, dos furiosos plac\u00e1veis, e pac\u00edficos etc. Ouvia-lhe em uma ocasi\u00e3o esta jact\u00e2ncia Henrique IV, Rei de Dania, que ent\u00e3o governava: e desejoso de certificar-se se era hip\u00e9rbole, o mandou ir cantar \u00e0 sua presen\u00e7a. Escusou-se, quanto p\u00f4de, o excelente M\u00fasico (cujo nome n\u00e3o consta, por conhecer que era El Rei homem de extremadas for\u00e7as; e uma vez enfurecido, podia fazer a muitos muito mal. Mas n\u00e3o podendo resistir \u00e0s suas Reais inst\u00e2ncias, prevenida primeiro alguma gente, a quem encarregou o cuidado de El Rei, para quando ele avivasse: foi, e cantou primeiro com voz t\u00e3o triste, e severa, que assim El Rei, como os mais \u00c1ulicos ficaram todos como est\u00fapidos, e pasmados de tristes, e melanc\u00f3licos. Foi logo mudando de voz, e tom para outra cantilena mais alegre: e aos passos da sua garganta se foram tamb\u00e9m os ouvintes alegrando em forma, que j\u00e1 em si n\u00e3o cabiam de alegria. Ent\u00e3o o excelente M\u00fasico fez na voz outra mudan\u00e7a, como quem se enfurecia, despenhando-se em fugas, e corridas: e o mesmo efeito receberam os \u00e2nimos dos ouvintes de maneira, que foi preciso dar aviso aos prevenidos para terem m\u00e3o a El Rei, j\u00e1 t\u00e3o irado, que ainda matou alguns dos que chegaram a det\u00ea-los, do que depois muito lhe pesou: e todos os mais certamente se precipitaram, se o excelente M\u00fasico, por evitar tantas ruinas, de repente n\u00e3o parara. Por isso com raz\u00e3o disse Bartholomeo Anglico <sup><a href=\"#footnote_14_544\" id=\"identifier_14_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Barthol. Angl. lib. 10. cap. 132.\">14<\/a><\/sup> que a mM\u00fasica move diversos afetos, e provoca os sentidos a diversos h\u00e1bitos: Musica movet affectus, in diversos habitus provocat sensus. Not\u00e1vel caso, se \u00e9 verdadeiro, quanto parece ap\u00f3crifo.<br>De outro M\u00fasico, chamado J\u00falio de M\u00f3dena, se refere tamb\u00e9m que cantava t\u00e3o excelentemente, que quem o ouvia, por mais divertido, e ocupado que estivesse, se via arrebatar de sorte dos sentidos, que sem rem\u00e9dio largava a ocupa\u00e7\u00e3o <sup><a href=\"#footnote_15_544\" id=\"identifier_15_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Lil. Gregor. apud Tasson supra.\">15<\/a><\/sup>. Sabia disto o Para Clemente VII que ent\u00e3o vivia: e estando em uma ocasi\u00e3o tratando de um neg\u00f3cio de import\u00e2ncia, fez firme prop\u00f3sito de se n\u00e3o divertir, ainda que ouvisse cantar a J\u00falio de M\u00f3dena. Mas tanto que ele veio, e cantou, logo quebrou o prop\u00f3sito; porque a suavidade da sua voz lhe arrebatou os sentidos, e fez largar o neg\u00f3cio.<br>Do Imperador Ludovico Pio, filho de Carlos Magno <sup><a href=\"#footnote_16_544\" id=\"identifier_16_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Theatr. vitae human. Berard. Miscellan. Musical part. 1. cap. 9.\">16<\/a><\/sup>, se conta que tendo preso em Andegavi a Teodolfo, Bispo de Orliens, pelo haverem seus \u00eamulos falsamente acusado de c\u00famplice em uma conspira\u00e7\u00e3o contra seu Pai: sucedeu que no Domingo de Ramos, indo o Imperador na Prociss\u00e3o, que naquele dia se costuma fazer, chegou o Bispo \u00e0 janela do c\u00e1rcere, e levantando a voz, cantou o Hino Gloria, Laus, que ele mesmo antes havia composto, com tanta suavidade, e agrado do Imperador, que, trocado o rigor em piedade, e o furor em compaix\u00e3o, logo dali o mandou por na sua liberdade, e repor na sua dignidade.<br>[p. 24] Do Imperador Theodosio conta Nicephoro Calisto <sup><a href=\"#footnote_17_544\" id=\"identifier_17_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Niceph. Calist. lib. 12. cap. 43.\">17<\/a><\/sup>, que costumava ter sempre \u00e0 sua mesa meninos, que lhe cantassem: e em certa ocasi\u00e3o Flaviano, Bispo de Antioquia (porque o reconhecia inexoravelmente irado contra o povo da mesma cidade, por lhe n\u00e3o querer pagar certo tributo, que lhe havia imposto, nem respeitar a estatua de sua mulher), fez que se lhe cantassem uns versos que moviam \u00e0 compaix\u00e3o. Cantaram-se de fato \u00e0 tempo, que o Imperador levantava a ta\u00e7a para beber; e ouvindo-os, se compungiu de sorte, que lavado em l\u00e1grimas, e como esquecido, a deixou cair da m\u00e3o: e foi esta ind\u00fastria do Bispo ocasi\u00e3o de perdoar logo ali o Imperador a dita cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u00a7. II.<br>Da virtude, que tem a M\u00fasica<br>para refrear de v\u00edcios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. J\u00e1 deixamos acima referido por dito de Arist\u00f3teles <sup><a href=\"#footnote_18_544\" id=\"identifier_18_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aristot. de Rep. lib. 8. cap. 4 et 5.\">18<\/a><\/sup> que conduz muito para a virtude a M\u00fasica: e isto se prova com o poder que nela se descobre para refrear de v\u00edcios. Por isso a este prop\u00f3sito diz Plutarco <sup><a href=\"#footnote_19_544\" id=\"identifier_19_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plutarch. apud Fonc. Sylv. moral, cent. 5. &sect;. 5.\">19<\/a><\/sup> que costumavam os Antigos nos banquetes ter sempre M\u00fasicos, que cantassem ao som de v\u00e1rios instrumentos, para evitarem as demasias do vinho, e as desordens, ou sucessos tr\u00e1gicos, que de ordin\u00e1rio acontecem entre os convidades; e para que estes, embebidos nela, n\u00e3o brotassem em palavras, e meneios descompostos. O mesmo afirma Quintiliano <sup><a href=\"#footnote_20_544\" id=\"identifier_20_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Quintil. lib. 1 Instit.\">20<\/a><\/sup> especialmente dos Romanos: Sed veterum quoque Romanorum epulis fides, ac tibias adhibere mos fuit.<br>Dos disc\u00edpulos de Pit\u00e1goras diz Marco T\u00falio <sup><a href=\"#footnote_21_544\" id=\"identifier_21_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cic. lib. 4. Tuscul.\">21<\/a><\/sup> que com M\u00fasica reprime os movimentos desonestos, e apagavam os incentivos da lasc\u00edvia. E o Ang\u00e9lico Doutor S. Tom\u00e1s <sup><a href=\"#footnote_22_544\" id=\"identifier_22_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Thom. de Regim.\">22<\/a><\/sup> conta do mesmo Mestre Pit\u00e1goras, que vendo uma vez a um mancebo abrasado em chamas de amor profano \u00e0 porta de uma concubina, dizendo os disparates, que costumam os que se chegam a ver contaminados daquele horr\u00edvel veneno; lhe fez cantar uma letra de seu gosto: e foi de tanta efic\u00e1cia este rem\u00e9dio, que em breve se viu no mo\u00e7o apagada a chama, e recobrado o ju\u00edzo. O mesmo conta Bo\u00e9cio <sup><a href=\"#footnote_23_544\" id=\"identifier_23_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Boet. lib. 2. suae Mus. cap. 6.\">23<\/a><\/sup>.<br>De Agamenon contam Filadelfo <sup><a href=\"#footnote_24_544\" id=\"identifier_24_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Philadelph. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23; Homer. lib. de Agamemnon.\">24<\/a><\/sup> e Homero que estando de caminho para a guerra de troia, e prevendo o perigo, em que deixava sua mulher Clitemnestra, ou j\u00e1 por formosa, ou j\u00e1 por inquieta; deixou-lhe em casa para defensivo da sua honra a um insigne M\u00fasico, cuja suave voz, exercitada no Modo D\u00f3rio, teve efic\u00e1cia para a conservar em castidade, sem poder ser vencida das importunas solicita\u00e7\u00f5es do desonesto Egisto, enquanto este com cruel engano lhe n\u00e3o tirou a vida.<br>Tem juntamente a M\u00fasica virtude para aplacar os impulsos col\u00e9ricos <sup><a href=\"#footnote_25_544\" id=\"identifier_25_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Id. Illiad. lib. 9\">25<\/a><\/sup>, como se viu em Aquiles, que se temperava da ira com a Lira. De Canio Pitag\u00f3rico se diz o mesmo <sup><a href=\"#footnote_26_544\" id=\"identifier_26_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Camal. Pontic. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 16.\">26<\/a><\/sup>: e quando no maior furor da c\u00f3lera, tocando a Lira, lhe perguntavam o que por ent\u00e3o fazia em a tocar? Ele respondia: Mitigor, sossego-me. Pit\u00e1goras, tocando a flauta <sup><a href=\"#footnote_27_544\" id=\"identifier_27_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. num. 4.\">27<\/a><\/sup> sossegou, e fez retirar os amotinados que for\u00e7avam, e queriam por fogo a uma honesta casa do que depois, recobrado o ju\u00edzo com o dito rem\u00e9dio, muito se envergonharam. Emp\u00e9docles cantando <sup><a href=\"#footnote_28_544\" id=\"identifier_28_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Figueyroa, fol. 192.\">28<\/a><\/sup> fez em um seu h\u00f3spede quebrar a f\u00faria, e cessar da vingan\u00e7a, que queria tomar do inimigo, que gravemente o havia injuriado. Terpandro, como diz Pl\u00ednio <sup><a href=\"#footnote_29_544\" id=\"identifier_29_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plin. apud. Nassar. Escuel. Mus. part. 1. Lib. 1. cap. 16.\">29<\/a><\/sup>, com a suavidade do seu canto [p. 25] muitas vezes aplacou, e concordou as sedi\u00e7\u00f5es, e disc\u00f3rdias dos Espartanos e Lacedem\u00f4nios.<br>Do \u00edmpio Imperador Nero conta S\u00eaneca <sup><a href=\"#footnote_30_544\" id=\"identifier_30_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Senec. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23.\">30<\/a><\/sup> que foi muito dado \u00e0 M\u00fasica; e que enquanto a ela se deu, foi muito manso, e de bela condi\u00e7\u00e3o: por\u00e9m tanto que a deixou, e dela perdeu o uso, logo de cordeiro manso se fez carniceiro Lobo; e de Pr\u00edncipe human\u00edssimo cruel\u00edssimo tirano. Do mesmo tiveram experi\u00eancia os povos de Arc\u00e1dia: os quais por lhes parecer que a M\u00fasica os fazia in\u00e1beis, para a guerra, dizem <sup><a href=\"#footnote_31_544\" id=\"identifier_31_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Theatr. vit. human.\">31<\/a><\/sup> que desterraram os M\u00fasicos: e com a falta destes se fizeram t\u00e3o ferozes, que pareciam as mesmas feras incultas. N\u00e3o pararam aqui: antes, com melhor discurso que Nero, ca\u00edram em si, e para se moderarem, entenderam que lhes era necess\u00e1rio tornarem a admitir os M\u00fasicos. E n\u00e3o se enganaram; porque outra vez admitidos estes, sucedeu como entenderam. Por isso a favor deste maravilhoso efeito da M\u00fasica se diz <sup><a href=\"#footnote_32_544\" id=\"identifier_32_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Picinel. tom. 2. lib. 23. cap. 3. in fin. https:\/\/archive.org\/details\/mundussymbolicus00pici\/page\/n4\/mode\/1up\">32<\/a><\/sup> que o cantar, e tanger expele as coisas contr\u00e1rias, e rebate as mol\u00e9stias, e faz quietar e sossegar o \u00e2nimo: Cithara adversantia pellit, et deservit molestiis propulsandis, et animo leniendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u00a7. III.<br>Da virtude da M\u00fasica para mover<br>o esp\u00edrito \u00e0 devo\u00e7\u00e3o, e \u00e0s coisas de Deus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. Tamb\u00e9m tem a M\u00fasica virtude para mover o esp\u00edrito \u00e0 devo\u00e7\u00e3o, e coisas de Deus; e este foi o fim, para que se introduziu na Igreja, como avisa o Cerimonial dos Bispos <sup><a href=\"#footnote_33_544\" id=\"identifier_33_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Caerem. Episcop. lib. 1. cap. 28. prope fin.\">33<\/a><\/sup>: Quae ad pietatem augendam ordinata est: e mais claramente S. Agostinho <sup><a href=\"#footnote_34_544\" id=\"identifier_34_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. August. lib. 9. Confes. cap. 7. et lib. 10. cap. 23.\">34<\/a><\/sup>: Consuetudinem canendi probat Ecclesia, ut per oblectamenta aurium infirmior animus ad effectum pietatis assurgat. E de si diz o mesmo Santo Doutor que muitas vezes se lembrava das L\u00e1grimas, que havia chorado ao princ\u00edpio da sua convers\u00e3o, recobrando com os cantos da Igreja a f\u00e9, que havia perdido; e que depois disso muitas vezes com a suavidade da M\u00fasica lhe acontecia sentir no cora\u00e7\u00e3o tal for\u00e7a de devo\u00e7\u00e3o, e compun\u00e7\u00e3o, que brotava em copiosas L\u00e1grimas. Surio <sup><a href=\"#footnote_35_544\" id=\"identifier_35_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Sur. tom. 3 in vita.\">35<\/a><\/sup>, na vida de S. Darestano, Arcebispo de Cantu\u00e1ria, de quem j\u00e1 acima tocamos <sup><a href=\"#footnote_36_544\" id=\"identifier_36_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Vide supr. art. 1. &sect;. 6.\">36<\/a><\/sup>, faz men\u00e7\u00e3o da M\u00fasica deste excelent\u00edssimo M\u00fasico, dizendo que quando cantava, fazia aos que o ouviam deixar as recrea\u00e7\u00f5es, e divertimentos (ainda honestos) e os movia \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o das coisas celestiais.<br>O P. Jo\u00e3o da Fonseca <sup><a href=\"#footnote_37_544\" id=\"identifier_37_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Fonc. Sylv. mor. Centur. 5. &sect;. 5.\">37<\/a><\/sup> conta que um mancebo, que havia sido herege Luterano, lhe dissera que vindo de sua terra \u00e0 Lisboa a tratar de um neg\u00f3cio, levado da curiosidade fora ouvir os Of\u00edcios da Semana Santa ao convento de Bel\u00e9m, que fica em longa dist\u00e2ncia fora da cidade: e que lhe causara tanta devo\u00e7\u00e3o a M\u00fasica daqueles Religiosos, que logo ali se resolveu a detestar a heresia, em que se tinha criado, e abra\u00e7ar a nossa santa f\u00e9 Cat\u00f3lica: e para melhor tratar da sua alma, se meteu Religioso: e vivendo na Religi\u00e3o com muita edifica\u00e7\u00e3o, nela finalmente acabou com grandes sinais de salva\u00e7\u00e3o.<br>Refere tamb\u00e9m o dito Padre <sup><a href=\"#footnote_38_544\" id=\"identifier_38_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">38<\/a><\/sup> que outro mancebo, andando desencaminhado, passou uma noite pelo convento de Santa Cruz de Coimbra a tempo, que os Religiosos cantavam as Matinas: e parando um pouco a ouvir, o suspendeu de sorte aquela M\u00fasica, que n\u00e3o s\u00f3 desistiu por [p. 26] ent\u00e3o do mau intento, mas reformando a vida, foi dali por diante muito outro. E tamb\u00e9m conta de outro <sup><a href=\"#footnote_39_544\" id=\"identifier_39_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">39<\/a><\/sup>, que por uma queixa, que imaginava ter dos Religiosos de S. Francisco, estava resoluto a lhes n\u00e3o da esmola: mas recolhendo-se uma noite, e passando pelo seu convento, se edificou tanto com a Santa M\u00fasica das Matinas, que naquela hora cantavam os Religiosos, que n\u00e3o se resolveu a mandar-lhes no seguinte dia uma grossa esmola, mas foi da\u00ed em diante seu particular devoto.<br>At\u00e9 para mover em alguns var\u00f5es o esp\u00edrito de profecia, dizem que teve a M\u00fasica virtude. Prova-se esta verdade com o Profeta Eliseu, o qual tendo pedido o esp\u00edrito de profecia, por haver repreendido com excesso aos dois Reis de Israel, e Jud\u00e1, Josaf\u00e1, e Joram, conforme o refere Rabbi Salom\u00e3o <sup><a href=\"#footnote_40_544\" id=\"identifier_40_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Rabbi Salom. m. 4. Reg. 3. 15.\">40<\/a><\/sup>: para o tornar a cobrar, e alcan\u00e7ar de Deus, pediu que lhe trouxessem um M\u00fasico: Nunc autem adducite mihi psaltem. Tal era o poder, que na M\u00fasica reconhecia o Profeta: e n\u00e3o se enganou; porque apenas veio o M\u00fasico, e come\u00e7ou a cantar, logo Deus o tocou, e profetizou Eliseu <sup><a href=\"#footnote_41_544\" id=\"identifier_41_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">41<\/a><\/sup>: Cum que caneret psaltes, facta est super eum manus Domini, et ait etc.<br>Tamb\u00e9m com a M\u00fasica profetizaram os mensageiros de Saul. Foi o caso: que ausentando-se Davi da presen\u00e7a de Saul, porque este o queria matar; se foi meter na companhia de Samuel. Soube-o Saul, e mandou mensageiros, que o prendessem <sup><a href=\"#footnote_42_544\" id=\"identifier_42_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"1. Reg. 19. 20.\">42<\/a><\/sup>: Misit ergo Saul Lictores, ut raperent David. Foram, e chegaram l\u00e1 a tempo, que os Profetas em comunidade estavam cantando ou profetizando com a reg\u00eancia de Samuel, que entre eles estava, com o Mestre da Capela: e aqui veio tamb\u00e9m sobre eles o esp\u00edrito do Senhor, e come\u00e7aram tamb\u00e9m eles a profetizar <sup><a href=\"#footnote_43_544\" id=\"identifier_43_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">43<\/a><\/sup>: Factus etiam Spiritus Domini in illis, prophetare caeperunt etiam ipsi. Contou-se a Saul, mandou segundos mensageiros, chegaram l\u00e1, e tamb\u00e9m profetizaram <sup><a href=\"#footnote_44_544\" id=\"identifier_44_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"1. Reg. 19. 21\">44<\/a><\/sup>: Misit et alios nuntios prophetarunt autem et illi. Tornou a mandar terceiros, e tamb\u00e9m profetizaram <sup><a href=\"#footnote_45_544\" id=\"identifier_45_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">45<\/a><\/sup>: Et rursum misit Saul tertios nuntios, qui et ipsi prophetarunt. N\u00e3o se fiou mais de mandar, foi ele mesmo, e tamb\u00e9m profetizou <sup><a href=\"#footnote_46_544\" id=\"identifier_46_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"1. Reg. 19. 23.\">46<\/a><\/sup>: Et abiit \u2026 et ambulabat ingrediens, et prophetabat.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u00a7. IV.<br>Da virtude, que tem a M\u00fasica para<br>curar diversas, e v\u00e1rias enfermidades.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. Tem tamb\u00e9m tem a M\u00fasica virtude de curar assim as enfermidades do corpo, como as da alma. Que seja medicina para as da alma, o afirmam os Te\u00f3logos <sup><a href=\"#footnote_47_544\" id=\"identifier_47_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aurea Armil. de cogit.\">47<\/a><\/sup>: Salubriter cantus in Ecclesia fuit institutis, ut infirmorum animi ad devotionem provocarentur: O mesmo afirma S. Tom\u00e1s <sup><a href=\"#footnote_48_544\" id=\"identifier_48_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Thom. 2. 2. quaest. 91. art. 1.\">48<\/a><\/sup>: e S. Jo\u00e3o Chrisostomo <sup><a href=\"#footnote_49_544\" id=\"identifier_49_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Joan. Chrysost. in Gen. Homil. 28.\">49<\/a><\/sup> diz que com o canto se cura na alma o achaque, ou fogo da ira. De que seja tamb\u00e9m medicina para o corpo, s\u00e3o inumer\u00e1veis os testemunhos. O Eclesi\u00e1stico <sup><a href=\"#footnote_50_544\" id=\"identifier_50_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Eccli. 40. 20.\">50<\/a><\/sup> o d\u00e1 por singular rem\u00e9dio da melancolia. Mars\u00edlio Ficino <sup><a href=\"#footnote_51_544\" id=\"identifier_51_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Marcil. Ficin. in Commentar. ad Conviv. Plat. cap. 19.\">51<\/a><\/sup> diz que \u00e9 contra a c\u00f3lera. Cassaneo <sup><a href=\"#footnote_52_544\" id=\"identifier_52_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cassan. in Catal. Glor. Mund. part. 10. consid. 51. vers. Pythagoricis.\">52<\/a><\/sup> a refere contra a febre, loucura, feridas, e mal de peste: e de fato dizem <sup><a href=\"#footnote_53_544\" id=\"identifier_53_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cornel. Cels. lib. 3. cap. 18.\">53<\/a><\/sup> que a loucura a curava com M\u00fasica o elegante M\u00e9dico Corn\u00e9lio Celso. Celio Aureliano <sup><a href=\"#footnote_54_544\" id=\"identifier_54_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ludov. Cel. lib. 9. cap. 1; Aul. Gel. lib. 4\">54<\/a><\/sup>, Aulo Gelio, e Marciano Capella a d\u00e3o contra a ci\u00e1tica. Pedro Mexia <sup><a href=\"#footnote_55_544\" id=\"identifier_55_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Petr. Mex. na Sylv. lib. 3. cap. 12.\">55<\/a><\/sup> afirma o mesmo, e a aponta contra a gota. Cassiodoro <sup><a href=\"#footnote_56_544\" id=\"identifier_56_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cassiod. lib. 2. variis. cap. 49.\">56<\/a><\/sup> a inclulca contra outras muitas enfermidades, e de Asclepiades M\u00e9dico afirma que com M\u00fasica curava todos os achaques, que procediam por paix\u00f5es da alma. [p. 27] Do mesmo Asclepiades se diz que com a M\u00fasica curava os surdos e Arist\u00f3teles <sup><a href=\"#footnote_57_544\" id=\"identifier_57_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aristot. apud. Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 13. not. 1.\">57<\/a><\/sup> o aprova, dizendo que \u00e9 a M\u00fasica eficaz rem\u00e9dio para a surdez.<br>Galeno <sup><a href=\"#footnote_58_544\" id=\"identifier_58_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Galen. lib. de Sanit.\">58<\/a><\/sup> diz que as dores dos meninos com a M\u00fasica se aplacam; e em outro lugar afirma que algumas outras enfermidades com elas se curam. Avicena <sup><a href=\"#footnote_59_544\" id=\"identifier_59_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Avicen. lib. 4. de Loc. af. cap. 3\">59<\/a><\/sup> diz que aproveita para todo o g\u00eanero de dor. Damon Pythagorico <sup><a href=\"#footnote_60_544\" id=\"identifier_60_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Dam. Pythagor. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 16.\">60<\/a><\/sup> curava os \u00e9brios com M\u00fasica. Pit\u00e1goras cantando um verso espondeu <sup><a href=\"#footnote_61_544\" id=\"identifier_61_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Nassar. id. ibid.\">61<\/a><\/sup>, restituiu seu ju\u00edzo a um mancebo, que o havia perdido por causa de vinho. Plutarco <sup><a href=\"#footnote_62_544\" id=\"identifier_62_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plutarch. apud eumd. ibid.\">62<\/a><\/sup> reconheceu na M\u00fasica esta virtude, e diz que por isso a introduziu Arist\u00f3xeno nos banquetes, experimentando nela os Antigos ser singular rem\u00e9dio contra as quenturas, chagas, e outras enfermidades, como refere C\u00edcero <sup><a href=\"#footnote_63_544\" id=\"identifier_63_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cic. lib. de Consil.\">63<\/a><\/sup>. Enfim muitos outros achaques (e ainda mortais) curavam com M\u00fasica grav\u00edssimos M\u00e9dicos, como Terpandro, Arion Methymneo, e Hermenias Thebano, de quem se lembram Andr\u00e9 Lorente <sup><a href=\"#footnote_64_544\" id=\"identifier_64_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Lorent. Porq. de la Mus. Lib. 1. cap. 13. not. 1; Ceron. tom. 1. Lib. 2. cap. 23 ; Boet. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 9.\">64<\/a><\/sup>, D. Pedro Cerone, e Bo\u00e9cio: Terpander, atque Arion Methymnaeus, Lesbios, atque Iones gravissimis morbis vexatos cantus eripuere praesidio. O mesmo refere com outros muitos o sapient\u00edssimo S\u00eaneca.<br>Tamb\u00e9m tem a M\u00fasica virtude contra o veneno de animais pe\u00e7onhentos. Theophrasto <sup><a href=\"#footnote_65_544\" id=\"identifier_65_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Theophrast. apud Nassar. ubi modo supra.\">65<\/a><\/sup> o confirma, dizendo que \u00e9 rem\u00e9dio eficac\u00edssimo contra o veneno, e picadura das v\u00edboras: e Pedro Mexia <sup><a href=\"#footnote_66_544\" id=\"identifier_66_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Pedr. Mex. Sylv. de Var. lect. part. 3. cap. 2 ; Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. n. 5; Ceron. supra.\">66<\/a><\/sup>, Macedo, e outros afirmam que para a mordedura da Tar\u00e2ntula \u00e9 singular\u00edssimo, e \u00fanico rem\u00e9dio. \u00c9 a tar\u00e2ntula uma esp\u00e9cie de aranhas, que h\u00e1 na Apulha, regi\u00e3o da It\u00e1lia, no reino de N\u00e1poles, animal t\u00e3o venenoso desde que entra o estio, que aquele que chega a ser picado dela, em continente perde os sentidos, e certamente morre-se com toda a brevidade lhe n\u00e3o aplicam o rem\u00e9dio da M\u00fasica, cantando, e tocando com variedade de instrumentos, estilos, e tons. O efeito, que causa logo a M\u00fasica no ferido, \u00e9 levantar-se este, e come\u00e7ar incessantemente a bailar com tanta destreza, e variedade de mudan\u00e7as, como se em as aprender, tivera empregado toda a vida. N\u00e3o h\u00e3o de parar os M\u00fasicos de cantar, e tocar; porque se param, no mesmo instante torna a cair o ferido sem sentidos: h\u00e3o de sim precisamente continuar, at\u00e9 que na danla se lhe purifique o sangue, e consuma o veneno. Chama-se este animal Tar\u00e2ntula de Taranto, lugar de sua frequent\u00edssima gera\u00e7\u00e3o: e da inquieta\u00e7\u00e3o, e desassossego, que nos feridos causa o seu veneno, veio o chamarem atarantados aos homens por alguma causa desassossegados, e inquietos. Desta curiosa mat\u00e9ria falam melhor que todos o P. Athanasio Kircher <sup><a href=\"#footnote_67_544\" id=\"identifier_67_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Kirch. Musurg. univers. tom. 2. lib. 9. cap. 5. per totum.\">67<\/a><\/sup>, e o P. Gaspar Escotto, seu disc\u00edpulo <sup><a href=\"#footnote_68_544\" id=\"identifier_68_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Schot. Mag. univers. part. 2. lib. 5. Syntagm. 2. per totum.\">68<\/a><\/sup>. Neles com n\u00e3o pequena recrea\u00e7\u00e3o podereis ver difusamente tratado, o que n\u00f3s aqui apenas apontamos por not\u00edcias.<br>Todos estes efeitos da M\u00fasica atribui o douto Petrarca <sup><a href=\"#footnote_69_544\" id=\"identifier_69_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Petrarch. de remed. fortun. Dial. 26.\">69<\/a><\/sup> \u00e0 grande simpatia, que com ela tem a nossa alma; porque ou esteja triste, ou alegre, fleum\u00e1tica, ou col\u00e9rica, inquieta, ou perturbada de outra qualquer paix\u00e3o, com a M\u00fasica se alivia, e alegra. Porque, como diz Plat\u00e3o <sup><a href=\"#footnote_70_544\" id=\"identifier_70_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Plat. in Tim.\">70<\/a><\/sup> n\u00e3o serve a M\u00fasica ao homem s\u00f3 para recrear os ouvidos, sen\u00e3o tamb\u00e9m, e principalmente para nele compor os humores alterados: Data est nobis harmonia, ut dissonantem circuitum animorum componamus. E esta doutrina de Plat\u00e3o parece que foi universalmente recebida, e praticada dos Antigos; os quais por conhecerem que a M\u00fasica naturalmente tem poder sobre os \u00f3rg\u00e3os, pot\u00eancias, afetos, e humores do corpo humano; e que este em si a sente em todas as suas partes, veias, e nervos, como com S. Isidoro afirma Bartholomeu Anglico <sup><a href=\"#footnote_71_544\" id=\"identifier_71_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Bartholom. Anglic. lib. 19. cap. 132. et apud ipsum D. Isid. ibri\">71<\/a><\/sup>: Sic venae, sic nervi corporis, et eorum pulsus, sic omnes corporis artus virtute harm\u00f4nica pariter sociantur, ut dicit Isidorus: costumavam levar [p. 28] instrumentos M\u00fasicos diante do que se levavam a sepultar; para que n\u00e3o sucedesse darem-se \u00e0 terra com algum acidente <sup><a href=\"#footnote_72_544\" id=\"identifier_72_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Joan. Euseb. occult. Philosoph. part. 2. lib. 1. cap. 18; Man. Nun. Art. min. tr. das Explan. na 1. num. 4.\">72<\/a><\/sup>; certo que (se tal fosse) com o poder da M\u00fasica sem d\u00favida despertariam. Pela mesma causa se tinham admitido M\u00fasicos com instrumentos na casa de Jairo, Pr\u00edncipe da Sinagoga, na morte de sua filha: e sendo o Senhor Jesus chamado para lhe dar vida, os mandou sair; para que o milagre, que ele queria fazer de a ressuscitar, se n\u00e3o atribu\u00edsse a virtude natural da M\u00fasica <sup><a href=\"#footnote_73_544\" id=\"identifier_73_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Matth. 9. 23.\">73<\/a><\/sup>: Et cum venisset Jesus in domum principis, et vidisset tibicines \u2026 dicebat: Recedite. E foi isto tanto assim, que enquanto eles n\u00e3o sa\u00edram, n\u00e3o quis o Senhor entrar <sup><a href=\"#footnote_74_544\" id=\"identifier_74_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Matth. 9. 25.\">74<\/a><\/sup>: Et cum ejecta esset turba, intravit.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u00a7. V.<br>Da virtude da M\u00fasica para aliviar as fadigas de todo o trabalho:<br>e at\u00e9 a tem para expelir dem\u00f4nios dos corpos humanos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M. Tem finalmente a M\u00fasica especial virtude para aliviar as fadigas de todo o trabalho, como sente Bartholomeo Anglico <sup><a href=\"#footnote_75_544\" id=\"identifier_75_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Barthol. Angl. lib. 19. cap. 132.\">75<\/a><\/sup>: Singulorum operum fatigationes modulatio vocis consolatur. S. Pedro Chrysologo <sup><a href=\"#footnote_76_544\" id=\"identifier_76_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Petr. Chrysol. Serm. 10. in princ.\">76<\/a><\/sup> o confirma, dizendo que com a M\u00fasica se alivia o trabalhador no seu trabalho, o caminhante no seu caminho, o marinheiro na tempestade, e o soldado se anima na peleja; como se viu nos Lacedem\u00f4nios, que refinando Tirteo o som do p\u00edfaro, se alentaram em forma, que recobraram uma vit\u00f3ria, que os Mess\u00eanios quase lhes tinham ganhado <sup><a href=\"#footnote_77_544\" id=\"identifier_77_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. n. 4.\">77<\/a><\/sup>.<br>Por isso se institu\u00edram instrumentos para a peleja, e deles usavam em suas batalhas as antigas Amazonas <sup><a href=\"#footnote_78_544\" id=\"identifier_78_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Vion. Comment. a Ovid. Met. lib. 3. num. 7.\">78<\/a><\/sup>; porque n\u00e3o s\u00f3 infundem nos \u00e2nimos ousadia, mas alegram, e aliviam no trabalho. Pela mesma causa, e para o mesmo efeito usaram os Lacedem\u00f4nios nos seus ex\u00e9rcitos do canto da Lei Castoria, composta debaixo do Ritmo chamado Embaterico <sup><a href=\"#footnote_79_544\" id=\"identifier_79_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aul. Gel. lib. 1. cap. 11; Plutarch. in Moral.\">79<\/a><\/sup>; que tamb\u00e9m tinha suas leis a M\u00fasica, e tantas, como se podem ver em Joseph Zarlino <sup><a href=\"#footnote_80_544\" id=\"identifier_80_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Zarlin. Instit. harm. part. 2. cap. 5.\">80<\/a><\/sup>. Dos Cretenses diz o mesmo Atheneo <sup><a href=\"#footnote_81_544\" id=\"identifier_81_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Athen. lib. 14. cap. 11.\">81<\/a><\/sup>: e dos Romanos refere Marco T\u00falio <sup><a href=\"#footnote_82_544\" id=\"identifier_82_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Cic. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23.\">82<\/a><\/sup> que n\u00e3o s\u00f3 costumavam incitar os \u00e2nimos dos soldados com o som da trombeta, sen\u00e3o tamb\u00e9m com canto do som dela acompanhado. Por isso, fundado neste natural efeito da M\u00fasica, disse com raz\u00e3o Arist\u00f3teles <sup><a href=\"#footnote_83_544\" id=\"identifier_83_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aristot. Pol&iacute;tic. lib. 8. cap. 5.\">83<\/a><\/sup> que o uso da M\u00fasica \u00e9 necess\u00e1rio, e conveniente a todos os estados, idades, e costumes: Habet Musica naturalem voluptatem, per quam illius usus cunctis aetatibus, cunctisque moribus est acceptus. Mas para que \u00e9 cansarvos com virtudes, e excel\u00eancias da M\u00fasica, se, para as referir todas, nem chega o limitado do meu discurso, nem muitos, e grandes volumes bastariam? Baste, pois, em conclus\u00e3o dizer-vos que at\u00e9 tem especial virtude para dos corpos humanos expelir dem\u00f4nios. Ora notai.<br>Do Santo Rei Davi, quando ainda pastor, diz a Sagrada Escritura <sup><a href=\"#footnote_84_544\" id=\"identifier_84_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"1. Reg. 16. 23.\">84<\/a><\/sup> que tocando a sua Harpa, apartava de Saul o esp\u00edrito mau, ou dem\u00f4nio, que o afligia; e que outras tantas vezes, quantas ele a tocava, ficava a Saul aliviado: Igitur quando cum que spiritus Domini malus arripiebat Saul, David tollebat citharam, et percutiebat manu sua, et refocillabatur Saul, et Levius habebat; recedebat enim ab eo [p. 29] spiritus malus. Se vos puser aqui em d\u00favida o Cardeal Cayetano, por dizer que aquele esp\u00edrito mau, que afligia a Saul, n\u00e3o se deve tomar pelo dem\u00f4nio, sen\u00e3o por enfermidade natural de melancolia: digo que nem com tudo isso perde a M\u00fasica os cr\u00e9ditos de medicinal, e poderosa; pois por a reconhecerem tal, a aplicaram a Saul os seus servos para seu rem\u00e9dio: o qual tanto dela confiavam, que lhe pediram ordem para lhe irem buscar um ciente Harpista, em cujo toque lhe seguravam a melhora; e o al\u00edvio <sup><a href=\"#footnote_85_544\" id=\"identifier_85_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"1. Samuel 16. 16.\">85<\/a><\/sup>: Jubeat dominus noster Rex, et servi tui, qui coram te sunt, quaerant hominem scientem psallere cithara, ut quando arripuerit te spiritus Domini malus, psallat manu sua, et Levius feras. Quanto mais que a mais comum, e geral opini\u00e3o tem que aquele mau esp\u00edrito era o dem\u00f4nio, e por ela est\u00e1 S. Isidoro <sup><a href=\"#footnote_86_544\" id=\"identifier_86_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Isid. Etym. lib. 3. cap. 16.\">86<\/a><\/sup>.<br>Nem para o expelir, ou afugentar foi necess\u00e1rio o concurso de outra virtude mais, que a natural da M\u00fasica <sup><a href=\"#footnote_87_544\" id=\"identifier_87_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"France, campo Elys. quad. 28. n. 11.\">87<\/a><\/sup>, porque ainda que Estev\u00e3o Roseto <sup><a href=\"#footnote_88_544\" id=\"identifier_88_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Roset. Compend. Mus.\">88<\/a><\/sup> n\u00e3o dissera que ela a tem tamb\u00e9m para expelir dem\u00f4nios: Dulci etiam melodia daemones coarctantus, et exire de corpore coguntur: segundo S. Agostinho <sup><a href=\"#footnote_89_544\" id=\"identifier_89_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. August. lib. 10. Confes. cap. 33; Referunt. Glos. ordinar. 1. Reg. 16; Valenc. in Prolog. ad Psalm.\">89<\/a><\/sup>, e a Glossa, por virtude natural da M\u00fasica em outras ocasi\u00f5es se viu o mesmo. Alberto Krantzio <sup><a href=\"#footnote_90_544\" id=\"identifier_90_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Krantz. history. Daniae, lib. 5. cap. 3\">90<\/a><\/sup> tamb\u00e9m assim o testifica, dizendo que a M\u00fasica natural de um M\u00fasico afamado daquele tempo lan\u00e7ou o dem\u00f4nio fora do corpo de Etico, Rei de Dania. Jeronymo Mengo <sup><a href=\"#footnote_91_544\" id=\"identifier_91_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Meng. Flagel. daemon. cap. 3\">91<\/a><\/sup> afirma que esta opini\u00e3o \u00e9 de graves Autores: ele a segue, e nomeia por principal patrono dela a Guido na sua M\u00fasica. Pelo mesmo est\u00e3o Fabio Paulino <sup><a href=\"#footnote_92_544\" id=\"identifier_92_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Fab. Paul. apud. Delrio, lib. 1. cap. 31.\">92<\/a><\/sup> citado por Martin Delrio, e Gaspar Sanches <sup><a href=\"#footnote_93_544\" id=\"identifier_93_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Gaspar Sanch. apud Frouv. nos Discurs. sobre a perfeyc. do Diates. fol. 72.\">93<\/a><\/sup> citado por Jo\u00e3o Alvares Frouvo.<br>N\u00e3o nega esta efic\u00e1cia natural da M\u00fasica Georgeo Veneto <sup><a href=\"#footnote_94_544\" id=\"identifier_94_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Georg. Venet. tom. 6. sect.. 8. num. 199\">94<\/a><\/sup>, que diz haver muitas coisas corp\u00f3reas com virtude natural contra o dem\u00f4nio. E ainda que o mesmo n\u00e3o sentissem Nicolao Serario <sup><a href=\"#footnote_95_544\" id=\"identifier_95_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Serar. 1. Reg. cap. 10.\">95<\/a><\/sup>, Pedro Greg\u00f3rio Tolesano nos Sintagmas do Direito <sup><a href=\"#footnote_96_544\" id=\"identifier_96_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Tolesan. Syntag. Juris. Lib. 24. cap. 21.\">96<\/a><\/sup>, Guilherme Parisiense <sup><a href=\"#footnote_97_544\" id=\"identifier_97_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Guilherm. Parisiens. Lib. de Univers.\">97<\/a><\/sup>, e outros a favor da virtude natural da M\u00fasica, ningu\u00e9m pode duvidar que a tenha; pois n\u00e3o h\u00e1 coisa criada, em que se n\u00e3o ache esta, ou aquela virtude. Josepho Judeo <sup><a href=\"#footnote_98_544\" id=\"identifier_98_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Joseph de bello Jud. Lib. 7. cap. 23.\">98<\/a><\/sup>, falando de uma milagrosa raiz chamada Baar\u00e1s, diz que, aplicada aos narizes dos energ\u00famenos, por virtude natural expelia lofo deles os dem\u00f4nios, como bem o mostrou a experi\u00eancia: e que esta virtude lhe descobriu Salom\u00e3o, ou lha alcan\u00e7ou, antes de prevaricar. Diz mais <sup><a href=\"#footnote_99_544\" id=\"identifier_99_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ibid.\">99<\/a><\/sup> que no cerco, que a Jerusalem puseram os Imperadores Tito, e Vespasiano, se viram sair dos corpos humanos os dem\u00f4nios compelidos n\u00e3o de outra coisa mais, que da natural virtude de uma pedra preciosa, que consigo trazia um soldado em um anel.<br>No livro de Tobias <sup><a href=\"#footnote_100_544\" id=\"identifier_100_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Tob. 6. 8.\">100<\/a><\/sup> se l\u00ea que o Arcanjo S. Rafael lhe manifestou a natural virtude, que, para expelir dem\u00f4nios, tinha o f\u00edgado, ou cora\u00e7\u00e3o daquele peixe, que o espantou; dizendo-lhe que tirado, e posta a assar em brasas qualquer pequena parte dele, a fuma\u00e7a afugentava todo o g\u00eanero de dem\u00f4nios de qualquer homem, ou mulher de sorte, que nunca mais ali tornava: Cordis ejus particulam si super carbones ponas, fumus ejus extricat omnes genus daemoniorum sive a viro, sive a muliere, ita ut ultra non accedat ad eos. E que para isto tivesse virtude natural o cora\u00e7\u00e3o, ou f\u00edgado daquele peixe, o afirmam Dion\u00edsio Cartusiano <sup><a href=\"#footnote_101_544\" id=\"identifier_101_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Dionys. Cartus. in 6. cap. Tob.; Sanch. in 6. cap. Tob.; Pereyr. in Gen. cap. 24. num. 46.\">101<\/a><\/sup>, Gaspar Sanches, e Bento Pereyra. Pois se para isto (conclu\u00edmos agora) tem tanta virtude o cora\u00e7\u00e3o de um peixe gerado na \u00e1gua, uma pedra criada na terra, e uma raiz nascida no campo; quanta mais se pode considerar, e crer da M\u00fasica, tendo ela por p\u00e1tria o c\u00e9u? Se com a M\u00fasica de uma Harpa p\u00f4de um gentio Fil\u00f3sofo, como afirma Bo\u00e9cio <sup><a href=\"#footnote_102_544\" id=\"identifier_102_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Boet. lib. 1. suae Mus. cap. 3.\">102<\/a><\/sup>, expelir um energ\u00fameno o dem\u00f4nio, como com a sua em Saul n\u00e3o poderia o mesmo obrar Davi, [p. 30] que tinha f\u00e9, e conhecia a Deus? Antes, conforme Hugo Cardeal <sup><a href=\"#footnote_103_544\" id=\"identifier_103_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Hug. in Reg. cap. 17.\">103<\/a><\/sup>, de parecer de S. Jer\u00f4nimo, e Josepho, n\u00e3o s\u00f3 p\u00f4de a M\u00fasica de Davi apartar de Saul o dem\u00f4nio, sen\u00e3o tamb\u00e9m conseguir-lhe de Deus o esp\u00edrito prof\u00e9tico, que da\u00ed em diante teve: como se para receber favores divinos, e t\u00e3o ex\u00edmios como este, fosse requisito a M\u00fasica: afirmando que a primeira vez que o recebeu, foi quando cantou diante de Saul, e que ent\u00e3o come\u00e7ou a escrever os seus Salmos: Tunc accepit David propheticum spiritum, sic prophetare caepit, Sancto super se spiritu veniente, tunc caepit Psalmos canere.<br>Tudo o referido confirma o Mestre das hist\u00f3rias <sup><a href=\"#footnote_104_544\" id=\"identifier_104_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Origen. apud Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 13. not. 1.\">104<\/a><\/sup>, dizendo que os Matem\u00e1ticos asseveram que os dem\u00f4nios se ausentam, por n\u00e3o poderem sofrer a harmonia da M\u00fasica. No mesmo concorda o Arcebispo de Valen\u00e7a S. Thomas de Villa Nova <sup><a href=\"#footnote_105_544\" id=\"identifier_105_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"D. Thom. de Vil. Nova apud Berard. Miscel. Musical. part. 1 cap. 10.\">105<\/a><\/sup>: Musica fugatur diabol\u00f4s; et qui juxta sententiam Job Sagittas, quase paleas, et lapides fundit, veluti stipulas spernit, deridet etiam vibrantem hastam, et dur\u00edssimos malleos pro nihilo pendit, ad citharae sonitum tremefactus recedit; et quem nulla vis superat, superat harmonia. E a raz\u00e3o disto vem a ser <sup><a href=\"#footnote_106_544\" id=\"identifier_106_544\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Joan. Euseb. occult. Philosoph. part. 2. lib. 1. cap. 15; Man. Nun. Art. min. tr. das Explan. na 1. num 4.\">106<\/a><\/sup>; porque o dem\u00f4nio, como \u00e9 pai da desordem, n\u00e3o pode estar, onde entra a boa ordem, conc\u00f3rdia, e uni\u00e3o da M\u00fasica: e tamb\u00e9m, porque ele aproveita-se das disposi\u00e7\u00f5es desordenadas do corpo humano, como s\u00e3o altera\u00e7\u00e3o, turba\u00e7\u00e3o, melancolia, tristeza, e outras: e a M\u00fasica tem virtude para tirar estas m\u00e1s disposi\u00e7\u00f5es, e compor os desordenados humores, e paix\u00f5es do homem, como fica provado. Pela mesma causa se animam os t\u00edmidos, e refreiam os irados; porque tudo \u00e9 desordem, que com o canto da M\u00fasica bem ordenada se tempera. Eis aqui as virtudes, efeitos, e excel\u00eancias da M\u00fasica, que o limitado tempo permitiu at\u00e9 aqui dizer-vos a respeito dos homens: ouvi agora o que dela se segue a respeito dos brutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/projetos-em-andamento\/escola-de-canto-de-orgao-parte-i-indice\/\" data-type=\"page\" data-id=\"507\">Voltar ao \u00cdndice<\/a> da Escola de Canto de \u00d3rg\u00e3o<\/p>\n<ol class=\"footnotes\"><li id=\"footnote_1_544\" class=\"footnote\">Ceron. tom. 1. lib. 1. cap. 56; Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_1_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_2_544\" class=\"footnote\">Beroald. Orat. in Horat.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_2_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_3_544\" class=\"footnote\">Cassan. in Catal. Glor. Mund. part. 10. coniid. 51.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_3_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_4_544\" class=\"footnote\">Apud Lorent. Porq. de la Mus. lib. a. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_4_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_5_544\" class=\"footnote\">Plutarch. Proaem. Mus.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_5_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_6_544\" class=\"footnote\">Cassiod. lib. 2. ep. 40.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_6_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_7_544\" class=\"footnote\">D. Isidor. lib. 2 Orig. cap. 21.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_7_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_8_544\" class=\"footnote\">Alciat. Embl. ult. Sorap. na Medicin. Espa\u00f1ol. refran 14. Compend. Mus. renat. Cartes. pag. mihi 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_8_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_9_544\" class=\"footnote\">Theatr. vitae human.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_9_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_10_544\" class=\"footnote\">AElian. lib. 3. Histor. Sabel. lib. 10. cap. 8.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_10_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_11_544\" class=\"footnote\">Plutarch. in vita.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_11_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_12_544\" class=\"footnote\">Lil. Gregor. apud Tason. Pensamen. divers. lib. 10<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_12_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_13_544\" class=\"footnote\">Albert. Krantz. lib. 5. Daniae. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_13_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_14_544\" class=\"footnote\">Barthol. Angl. lib. 10. cap. 132.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_14_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_15_544\" class=\"footnote\">Lil. Gregor. apud Tasson supra.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_15_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_16_544\" class=\"footnote\">Theatr. vitae human. Berard. Miscellan. Musical part. 1. cap. 9.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_16_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_17_544\" class=\"footnote\">Niceph. Calist. lib. 12. cap. 43.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_17_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_18_544\" class=\"footnote\">Aristot. de Rep. lib. 8. cap. 4 et 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_18_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_19_544\" class=\"footnote\">Plutarch. apud Fonc. Sylv. moral, cent. 5. \u00a7. 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_19_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_20_544\" class=\"footnote\">Quintil. lib. 1 Instit.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_20_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_21_544\" class=\"footnote\">Cic. lib. 4. Tuscul.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_21_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_22_544\" class=\"footnote\">D. Thom. de Regim.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_22_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_23_544\" class=\"footnote\">Boet. lib. 2. suae Mus. cap. 6.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_23_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_24_544\" class=\"footnote\">Philadelph. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23; Homer. lib. de Agamemnon.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_24_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_25_544\" class=\"footnote\">Id. Illiad. lib. 9<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_25_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_26_544\" class=\"footnote\">Camal. Pontic. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 16.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_26_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_27_544\" class=\"footnote\">Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. num. 4.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_27_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_28_544\" class=\"footnote\">Figueyroa, fol. 192.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_28_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_29_544\" class=\"footnote\">Plin. apud. Nassar. Escuel. Mus. part. 1. Lib. 1. cap. 16.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_29_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_30_544\" class=\"footnote\">Senec. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_30_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_31_544\" class=\"footnote\">Theatr. vit. human.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_31_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_32_544\" class=\"footnote\">Picinel. tom. 2. lib. 23. cap. 3. in fin. https:\/\/archive.org\/details\/mundussymbolicus00pici\/page\/n4\/mode\/1up<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_32_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_33_544\" class=\"footnote\">Caerem. Episcop. lib. 1. cap. 28. prope fin.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_33_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_34_544\" class=\"footnote\">D. August. lib. 9. Confes. cap. 7. et lib. 10. cap. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_34_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_35_544\" class=\"footnote\">Sur. tom. 3 in vita.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_35_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_36_544\" class=\"footnote\">Vide supr. art. 1. \u00a7. 6.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_36_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_37_544\" class=\"footnote\">Fonc. Sylv. mor. Centur. 5. \u00a7. 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_37_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_38_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_38_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_39_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_39_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_40_544\" class=\"footnote\">Rabbi Salom. m. 4. Reg. 3. 15.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_40_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_41_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_41_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_42_544\" class=\"footnote\">1. Reg. 19. 20.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_42_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_43_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_43_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_44_544\" class=\"footnote\">1. Reg. 19. 21<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_44_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_45_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_45_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_46_544\" class=\"footnote\">1. Reg. 19. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_46_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_47_544\" class=\"footnote\">Aurea Armil. de cogit.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_47_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_48_544\" class=\"footnote\">D. Thom. 2. 2. quaest. 91. art. 1.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_48_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_49_544\" class=\"footnote\">D. Joan. Chrysost. in Gen. Homil. 28.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_49_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_50_544\" class=\"footnote\">Eccli. 40. 20.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_50_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_51_544\" class=\"footnote\">Marcil. Ficin. in Commentar. ad Conviv. Plat. cap. 19.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_51_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_52_544\" class=\"footnote\">Cassan. in Catal. Glor. Mund. part. 10. consid. 51. vers. Pythagoricis.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_52_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_53_544\" class=\"footnote\">Cornel. Cels. lib. 3. cap. 18.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_53_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_54_544\" class=\"footnote\">Ludov. Cel. lib. 9. cap. 1; Aul. Gel. lib. 4<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_54_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_55_544\" class=\"footnote\">Petr. Mex. na Sylv. lib. 3. cap. 12.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_55_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_56_544\" class=\"footnote\">Cassiod. lib. 2. variis. cap. 49.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_56_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_57_544\" class=\"footnote\">Aristot. apud. Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 13. not. 1.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_57_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_58_544\" class=\"footnote\">Galen. lib. de Sanit.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_58_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_59_544\" class=\"footnote\">Avicen. lib. 4. de Loc. af. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_59_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_60_544\" class=\"footnote\">Dam. Pythagor. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 16.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_60_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_61_544\" class=\"footnote\">Nassar. id. ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_61_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_62_544\" class=\"footnote\">Plutarch. apud eumd. ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_62_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_63_544\" class=\"footnote\">Cic. lib. de Consil.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_63_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_64_544\" class=\"footnote\">Lorent. Porq. de la Mus. Lib. 1. cap. 13. not. 1; Ceron. tom. 1. Lib. 2. cap. 23 ; Boet. apud Nassar. Escuel. Mus. part. 1. lib. 1. cap. 9.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_64_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_65_544\" class=\"footnote\">Theophrast. apud Nassar. ubi modo supra.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_65_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_66_544\" class=\"footnote\">Pedr. Mex. Sylv. de Var. lect. part. 3. cap. 2 ; Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. n. 5; Ceron. supra.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_66_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_67_544\" class=\"footnote\">Kirch. Musurg. univers. tom. 2. lib. 9. cap. 5. per totum.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_67_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_68_544\" class=\"footnote\">Schot. Mag. univers. part. 2. lib. 5. Syntagm. 2. per totum.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_68_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_69_544\" class=\"footnote\">Petrarch. de remed. fortun. Dial. 26.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_69_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_70_544\" class=\"footnote\">Plat. in Tim.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_70_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_71_544\" class=\"footnote\">Bartholom. Anglic. lib. 19. cap. 132. et apud ipsum D. Isid. ibri<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_71_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_72_544\" class=\"footnote\">Joan. Euseb. occult. Philosoph. part. 2. lib. 1. cap. 18; Man. Nun. Art. min. tr. das Explan. na 1. num. 4.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_72_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_73_544\" class=\"footnote\">Matth. 9. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_73_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_74_544\" class=\"footnote\">Matth. 9. 25.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_74_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_75_544\" class=\"footnote\">Barthol. Angl. lib. 19. cap. 132.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_75_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_76_544\" class=\"footnote\">D. Petr. Chrysol. Serm. 10. in princ.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_76_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_77_544\" class=\"footnote\">Maced. Eva e Av. part. 1. cap. 23. n. 4.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_77_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_78_544\" class=\"footnote\">Vion. Comment. a Ovid. Met. lib. 3. num. 7.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_78_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_79_544\" class=\"footnote\">Aul. Gel. lib. 1. cap. 11; Plutarch. in Moral.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_79_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_80_544\" class=\"footnote\">Zarlin. Instit. harm. part. 2. cap. 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_80_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_81_544\" class=\"footnote\">Athen. lib. 14. cap. 11.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_81_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_82_544\" class=\"footnote\">Cic. apud Ceron. tom. 1. lib. 2. cap. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_82_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_83_544\" class=\"footnote\">Aristot. Pol\u00edtic. lib. 8. cap. 5.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_83_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_84_544\" class=\"footnote\">1. Reg. 16. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_84_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_85_544\" class=\"footnote\">1. Samuel 16. 16.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_85_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_86_544\" class=\"footnote\">D. Isid. Etym. lib. 3. cap. 16.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_86_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_87_544\" class=\"footnote\">France, campo Elys. quad. 28. n. 11.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_87_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_88_544\" class=\"footnote\">Roset. Compend. Mus.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_88_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_89_544\" class=\"footnote\">D. August. lib. 10. Confes. cap. 33; Referunt. Glos. ordinar. 1. Reg. 16; Valenc. in Prolog. ad Psalm.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_89_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_90_544\" class=\"footnote\">Krantz. history. Daniae, lib. 5. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_90_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_91_544\" class=\"footnote\">Meng. Flagel. daemon. cap. 3<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_91_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_92_544\" class=\"footnote\">Fab. Paul. apud. Delrio, lib. 1. cap. 31.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_92_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_93_544\" class=\"footnote\">Gaspar Sanch. apud Frouv. nos Discurs. sobre a perfeyc. do Diates. fol. 72.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_93_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_94_544\" class=\"footnote\">Georg. Venet. tom. 6. sect.. 8. num. 199<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_94_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_95_544\" class=\"footnote\">Serar. 1. Reg. cap. 10.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_95_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_96_544\" class=\"footnote\">Tolesan. Syntag. Juris. Lib. 24. cap. 21.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_96_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_97_544\" class=\"footnote\">Guilherm. Parisiens. Lib. de Univers.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_97_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_98_544\" class=\"footnote\">Joseph de bello Jud. Lib. 7. cap. 23.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_98_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_99_544\" class=\"footnote\">Ibid.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_99_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_100_544\" class=\"footnote\">Tob. 6. 8.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_100_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_101_544\" class=\"footnote\">Dionys. Cartus. in 6. cap. Tob.; Sanch. in 6. cap. Tob.; Pereyr. in Gen. cap. 24. num. 46.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_101_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_102_544\" class=\"footnote\">Boet. lib. 1. suae Mus. cap. 3.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_102_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_103_544\" class=\"footnote\">Hug. in Reg. cap. 17.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_103_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_104_544\" class=\"footnote\">Origen. apud Lorent. Porq. de la Mus. lib. 1. cap. 13. not. 1.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_104_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_105_544\" class=\"footnote\">D. Thom. de Vil. Nova apud Berard. Miscel. Musical. part. 1 cap. 10.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_105_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_106_544\" class=\"footnote\">Joan. Euseb. occult. Philosoph. part. 2. lib. 1. cap. 15; Man. Nun. Art. min. tr. das Explan. na 1. num 4.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\">[<a href=\"#identifier_106_544\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Art\u00edculo II.Dos prodigiosos efeitos, e virtudes da M\u00fasica. M. S\u00e3o t\u00e3o portentosos os efeitos, que a poderosa virtude da M\u00fasica tem produzido, e pode produzir, se dela usarem os homens, como devem; que com raz\u00e3o a veneravam por coisa sagrada os antigos Fil\u00f3sofos, e principalmente os Pitag\u00f3ricos, cuja doutrina ensinava que com ela fora composto, &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/projetos-em-andamento\/escola-de-canto-de-orgao-parte-i-dialogo-preliminar-articulo-ii\/\" class=\"more-link\">Leia mais<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Escola de Canto de \u00d3rg\u00e3o &#8211; Parte I &#8211; Di\u00e1logo Preliminar &#8211; Art\u00edculo II&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":205,"menu_order":2,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inspiro_hide_title":false,"inspiro_hide_featured_image":false,"footnotes":""},"class_list":["post-544","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=544"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/544\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":549,"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/544\/revisions\/549"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensar.musica.ufrn.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}